O Amazonas pode não ter uma única liderança política fora das grades até 2018


Uma conversa informal entre um político local e donos de um conceituado escritório jurídico em Brasília, levanta uma questão, no mínimo, avassaladora para o Estado do Amazonas.

O escritório, que pede para não ser citado na reportagem, diz que a operação Lava Jato, deve, invariavelmente, colocar atrás das grades as principais lideranças políticas do Estado, antes das eleições, em 2018. Os advogados desse escritório defendem vários políticos envolvidos em esquemas de corrupção no Brasil.

Entre os políticos do Amazonas citados por eles estão os senadores Eduardo Braga (PMDB), Omar Aziz (PSD), Vanessa Grazziotin (PCdoB), os deputados Pauderney Avelino (DEM), Átila Lins (PSD), Arthur Virgílio Neto (PSDB), além do inexpressivo deputado federal Arthur Bisneto (PSDB). “Dificilmente sobrará uma liderança no Amazonas em condições de concorrer ao governo do Estado”, diz com clareza o dono do escritório jurídico.

Evidente que existem os mais implicados e os menos implicados na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Arthur Neto que tem explicações a dar por ter recebido propina no valor de R$ 300 Mil da construtora Odebrecht durante a campanha para o Senado Federal em 2010, segundo delação premiada do ex-diretor de relações institucionais da empresa, Cláudio Melo Filho à Força-Tarefa da Operação Lava-Jato, está entre os que devem prestar contas à justiça, inclusive podendo amargar o mesmo destino do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Não é só ele quem está em cima de um cadafalso. Ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez investigados, revelaram, em delação premiada, que pagaram propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD) por superfaturamento nas obras da Arena da Amazônia, como também, na Operação Maus Caminhos, uma organização criminosa que desviou mais de R$ 120 milhões da saúde pública do Estado. Atualmente, eles possuem mandato de senador.

O outro citado é o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que tem de devolver R$ 4,6 milhões de contratos superfaturados de imóveis alugados para a prefeitura, na época que era secretário de Educação do município.

Pesa sobre os ombros de Pauderney, o título de “político mais corrupto do Brasil”, dado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em conversa gravada com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).

“A questão é muito preocupante”, revela o político do Amazonas, o qual preferimos manter em sigilo. Para ele, que vê político importante se preparando para governar o Estado a partir de 2018, um choque desse deve colocar o Amazonas sob suspeição em todas as pautas e projetos de desenvolvimento nos próximos anos.

Eleições 2018

O senador Omar Aziz, por exemplo, tem se mostrado “muito mais organizado”, que o senador Eduardo Braga. Omar tem tratado os assuntos de interesse dos municípios com mais desenvoltura que Eduardo Braga e, seus pedidos nos ministérios tem tido mais peso, que do seu rival político.

Ou seja, o futuro político do Estado do Amazonas está nas mãos da Operação lava Jato. A não ser que surjam novas lideranças, fichas limpas, que possam dar decência à política local, fortemente manchada por atos de corrupção.

Também existe a possibilidade de a justiça não conseguir punir os implicados na Lei antes das eleições. Nesse caso, todos estarão aptos. Podem se candidatar ao governo e a outros cargos eletivos em 2018.

 

(Mantivemos o sigilo das fontes, a pedido dos mesmos)

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