O exemplo de político afortunado – Por Garcia Neto

Professor Garcia Neto

Fotografia ilustrativa...
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Ano eleitoral, e logo mais as classes sociais brasileiras estarão envolvidas no movimento de campanha dos candidatos a cargos eletivos, pela televisão, pelas rádios, jornais e nas ruas. É o momento da malandragem política, da politicagem, das promessas de campanhas, do tapinha no ombro do “amigo”, dos insultos e trocas de farpas entre os candidatos de grupos políticos devidamente divididos para a disputa, sob a tutela das velhas raposas de décadas.

No Amazonas, as elites decidiram se unir para a retomada do poder. O senador peemedebista Eduardo Braga fechou aliança com a deputada federal Rebeca Garcia (PP) para disputar o Governo do Estado.
A união das elites objetiva-se a manter a dominação social, a exploração econômica e a opressão política por mais 8 anos. E mais uma vez, o representante da classe dominada local, Herbert Amazonas (PSTU), volta ao cenário político sem chances de surpreender nas urnas.

Quem não lembra das articulações políticas para as eleições gerais de 2010, quando o então governador Eduardo Braga, que é paraense, atraiu o empresário gaúcho Lírio Albino Parisotto, para acompanhá-lo como senador suplente na campanha em troca de financiamento, uma prática costumeira no Brasil e que voltou a repetir-se com o empresário Francisco Garcia Rodrigues, pai de Rebeca Garcia, considerado como o político mais rico do Amazonas.
Conforme a revista Forbes, Parisotto é o político mais rico do Brasil com um patrimônio líquido de US$ 1,9 bilhão.

Entre 1996 e 2000, Francisco Garcia, conhecido nos meios políticos como Chiquinho Garcia, teve sua fortuna questionada e justificou-se afirmando ser um vencedor obstinado, um dos raros sortudo das loterias. Junto com o filho Kiko Garcia, Chiquinho faturou, naquele período, R$ 811 mil em 43 concursos de Loteria. Em depoimento à Polícia Federal, ele disse que era um “jogador compulsivo” e ficou por isso mesmo.

Depois de ter passado para a história dos movimentos sociais, o Partido dos Trabalhadores (PT) assumiu o governo em 2003, com a proposta de promover a emancipação humana através da tão sonhada transformação social. Depois de 12 anos, pouco de positivo foi realizado, principalmente em favor da massa de despossuídos, que continuam padecendo com os males da humanidade, entre eles a pobreza, doenças, fome e desnutrição, além do atraso tecnológico em contraste com o grande acúmulo de bens e riquezas em grandes centros financeiros e industriais.

Para ajudar o eleitorado na escolha do presidente e do seu representante nas Casas Legislativas, a grande mídia já está organizando debates e entrevistas com todos os candidatos a cargos majoritários e a senador.
É evidente que o eleitor precisa se conscientizar cada vez mais da importância de sua escolha, de como seu voto poderá contribuir para as mudanças tão desejadas, e que somente ele mesmo pode eliminar do cenário político os chamados ‘candidatos promessa’ e o ‘fichas suja’.

Portanto, só o eleitor tem força para isso, e espera-se que ele tenha aprendido a lição de votar com responsabilidade.

* Garcia Neto é professor e jornalista – P.S. Artigo publicado em 13 de fevereiro de 2013

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