O Exército está cansado da ‘delinquência bolsonarista’, resume Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão deixou claro que o Exército está cansado da tentativa de (mais uma vez) Bolsonaro agitar a caserna – foto: arquivo\Uol

O Vice-presidente Hamilton Mourão, decidiu falar em tom de desabafo no início de uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) nessa sexta-feira (28). Ele disse:

“Santa Catarina é o primeiro estado que visito no ano de 2020 para falar daquilo que é a realidade que estamos vivendo e quais são as propostas do nosso governo em fazer avançar ao longo desse ano. Nossa apresentação se destina a falar desses desafios que temos de superar e, mais uma vez, eu destaco que os mares não estão tranquilos. Os mares não estão tranquilos, porque vídeos são divulgados, redes sociais se encandeiam, as pessoas, muitas vezes, não raciocinam sobre aquilo que estavam escrevendo, que estão discutindo, emoções são colocadas a flor da pele e parece que nós vivemos num eterno turbilhão”.

Em outro momento do evento ele também afirmou que “ninguém está atentando contra a democracia”.

O recado de Mourão é claro: a cúpula militar não gostou nem um pouco da tentativa de (mais uma vez) agitar a caserna.

Na semana passada a cúpula já tinha deixado bem clara a orientação de distanciamento seguro do governo. A ordem era reforçar a imagem da instituição como um grupo independente das ambições políticas de quem quer que seja.

O que Bolsonaro busca é agitar as patentes mais baixas contra a cúpula militar em uma espécie de golpe amalucado, um tenentismo às avessas.

Outro general que também buscou frear a intentona de Bolsonaro foi o ex-membro do governo, Santos Cruz, que também foi enfático em expor sua contrariedade ao que estava ali exposto.

Agora, com a fala de Mourão, é possível afirmar com clareza que boa parte dos militares estrelados não foi simpática à aventura golpista proposta por Bolsonaro e um general tresloucado (Heleno).

Também mostra um descontentamento do verde-oliva com Bolsonaro por conta da total falta de modos e desrespeito pela liturgia que o cargo de presidente da República exige.

Só restou para Bolsonaro agitar os policiais e seus motins.

Aos alarmistas e agitados de plantão, afirmo seguramente: se o governo tentar um golpe na democracia estará sozinho com sua trupe de malucos.

As forças armadas deixaram bem claro que não seria interessante para eles outra aventura contra a democracia e o Estado de direito.

O Brasil ainda não superou 1964.

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