O que é Compulsão?(Por Max Diniz Cruzeiro)

Neurocientista Max Diniz Cruzeiro(DF)

Max Diniz Cruzeiro(DF)
Max Diniz Cruzeiro(DF)

Compulsão é um encadeamento de ações de forma progressiva que um indivíduo faz percorrer o eixo de sua vontade caracterizado pela falta de critérios de parada ou por terem critérios de parada tardio em que é possível visualizar uma saturação do fisiológico em detrimento da execução da tarefa.
A compulsão limita o poder de decisão de um indivíduo por canalizar excessivamente o desejo de realização de uma atividade.
A satisfação em realizar a atividade é um fator de forte impacto que estimula ainda mais o indivíduo a exercer sua vontade em continuar a desenvolver suas ações carregadas de compulsão.

Embora o estímulo alimente a compulsão em seguir sua trajetória consonante a um desejo manifesto, o que de fato interfere no continuísmo das ações são as sequências de nós psíquicos geradores de circuitos-estímulos que indicam a necessidade da tarefa ou ação continuarem a ser desenvolvida de forma ininterrupta.

Uma compulsão pode induzir a um ato de consumo mesmo que existam restrições para o indivíduo manifestar sua vontade material.

Não saber lidar com o problema gera elementos desagregadores em relação ao convívio social, por caracterizar um avanço negativo sobre as reais necessidades do indivíduo, que pode afetar todo um equilíbrio pessoal ou coletivo.

Fatores como importância, satisfação, prioridades e expectativas quando não possuem um equilíbrio dinâmico no processo de gestão mnemônico é capaz de elevar a propensão do indivíduo para manifestar um comportamento compulsivo.

Para entender melhor este fenômeno o indivíduo passa a compor dentro de si uma elevada nota de importância para os atributos que desencadeiam reações de continuidade de processos, em que se ancora uma manifesta satisfação em reproduzir as rotinas que são criadas que desencadeiam a ação, assim as prioridades do indivíduo tornam viciadas em núcleos de conhecimento que apenas alimentam a ação que é repetida ciclicamente; e por fim uma expectativa falha, em que apresenta uma angulação em termos de amplitude elevada que a realização da tarefa não é suficiente para reduzir a distância para satisfazer-se por intermédio da autorrealização em promover a atividade.
Este continuar de processos de forma consentida é capaz de nutrir o organismo com substâncias hormonais como adrenalina cuja sensação de vigor dopa os sentidos dos indivíduos para alimentar o circuito nervoso com a contínua progressão da compulsão.

Distúrbios somáticos, alimentares, psíquicos e fisiológicos são mais intensos quando um indivíduo absorve esta tendência de compulsão na realização de atividades diárias.

Ao embasamento que alimenta a sequência lógica na forma de proposições semânticas (pensamentos) uma necessidade de quebra da estrutura de premissas que enquadram a continua realização da atividade deve passar a nortear o pensamento de quem se preocupa em não gerar o conflito gerencial em sua mente.

Nem sempre é perceptivo para um indivíduo o desencadeamento da compulsão como uma reação natural e somatizada da pessoa porque como o sintoma induz às formas de expressão de contentamento, pode passar despercebido do indivíduo como um problema que o passa a atingir diretamente.

A compulsão é um problema social, e sua forma de perceber-se em sociedade é através da quebra de paradigmas em que outras pessoas passam a perceber a desvantagem relativa que este tipo de impulso é capaz de persuadir a quem se habilita em instalar dentro de si estruturas cognitivas cheias de vícios de transmissão da expressão do pensamento.

A compulsão por vezes é um sintoma silencioso quando o indivíduo é muito interiorizado e não fornece abertura para que outras pessoas possam compreender a sua forma individualizada de raciocínio. Por esta razão quando sobre os fatores sociais a pessoa em estado avançado de afetação é capaz de lançar a sua linha de raciocínio é que a identificação patológica do problema realmente é observada, fase em que o senso comum é capaz de orientar o indivíduo para o reenquadramento antes que ele venha a se prejudicar por uma forma mais efetiva. Indivíduos que possuem alta propensão a desenvolverem atividades por meio de movimentos de compulsão possuem predileção por canalizar grandes concentrações de energia sobre blocos de atividades específicas.

Para solucionar o problema a que se compreender a lógica de raciocínio em que atributos como: importância, satisfação, prioridades e expectativas; devem ser reequilibrados dentro de uma lógica de planejamento em que o indivíduo possa seguir como uma receita que induzirá a perfeição e equacionamento de um bloco de ações.

Conhecer a si mesmo é fundamental para que a coerência e coesão dos elos psíquicos passem a funcionar estruturalmente a favor do indivíduo que cria as rotinas para a expressão de sua comunicação para com o mundo. Nem sempre é possível alcançar os objetivos de uma idealização de vida usando estruturas correntes de pensamento, porém o fato é que devemos sempre nos primar pelo reestabelecimento do equilíbrio sistêmico e dinâmico de nossas ações.(Max Diniz Cruzeiro – Neurocientista Clínico, Psicopedagogo Clínico e Empresarial – www.lenderbook.com)

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