Colunas Max Diniz

Os Detectores do Ambiente – por Max Diniz Cruzeiro

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)
Avatar
Escrito por Redação II

O intrigante é saber quando a percepção começa; geralmente algo é extraído do ambiente quando uma energia incide em alguma interface da estrutura corporal em que se demarca uma distância entre o corpo e o ambiente, seja através da superfície corporal ou internamente pelo acionar das vísceras. O sistema nervoso tem uma linguagem própria que é obtida graças a informação que é extraída através de células específicas capazes de interpretar o ambiente.

É através destas células que dão forma e margem aos sentidos humanos. Os sentidos são conhecidos através de um plano de interação com o ambiente externo de forma mais superficial por: audição, visão, paladar, olfato e tato; e através de uma interação do ambiente externo mais profundo com as vísceras por: cenestesia, cinestesia, sinestesia, somatotopia, propriocepção, clariaudiência, clarividência, …

Os cinco sentidos clássicos detectam informações sutis, em que a fronteira da percepção com o organismo é acionada de forma que o ser humano possa compor um gradiente de forças que se deslocam em sua direção. Os sentidos mais internos são bem mais sutis e podem determinar mudanças de posicionamento, pressão, temperatura, composição que influenciam os estados fisiológicos de um organismo vivo e seus movimentos viscerais.

Há também em que se pensar em submodalidades sensoriais que diferentes aspectos físicos são possíveis de serem abstraídos pelo organismo e representar uma unidade de percepção como: a visão das cores, profundidade, movimento, sensibilidade tátil, sensibilidade térmica, dor, tons, timbres, acuidade, pressão, luminosidade, luminescência, …

Graças a estes sutis mecanismos ou submodalidades cada aspecto físico é levantado e é responsável pelo que sentimos, como sentimos, quanto sentimos, e por quanto tempo as sensações estarão agindo em prol do que sentimos.

Os receptores são especializados na captura de energias distintas. Para a energia do tipo mecânica existe os receptores conhecidos como mecanorreceptores; para a energia luminosa, os receptores fotorreceptores; para a energia térmica, os receptores termorreceptores; e para a energia química, os receptores conhecidos por quimiorreceptores.

Essa variação é graças à proteínas específicas presentes em cada uma destas estruturas capazes de seletivamente absorver uma única forma de energia, o qual a mensagem a ser transmita é uma variável bioelétrica.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

Cada tipo de célula é especializada em uma função específica, onde, por exemplo, os mecanorreceptores são responsáveis pela detecção sonora, ou estímulos incidentes sobre a pele, ou o alongamento dos músculos, … E os fotorreceptores serem responsáveis por detecção de radiação de azul, verde e/ou vermelho.

As alterações na membrana dos receptores seguem as lentas operações de voltagem sobre ela, que diz respeito sobre a intensidade em que o parâmetro do estímulo conduz a dinâmica da percepção sobre a célula nervosa que a faz disparar um sinal em direção ao sistema nervoso central, na forma de um pulso digital.

Porém, os tipos de energia ao qual o organismo humano possui canais de absorção, que foram levantados anteriormente, não entram de forma pura no corpo humano, sofrem uma transformação conhecida como transdução, no qual se converge em um impulso que sai do sinal analógico para um sinal “digital” que se estabelece através de potenciais de ação, no qual a codificação se firma.

A base da transdução é uma incidência de energia sobre uma proteína específica, que reage e absorve a energia e a converte a partir de sua membrana plasmática dos receptores, pelo emprego, como força inicial que dá sentido a abertura de canais iônicos, onde uma força interna e visceral passa a conduzir potenciais de ação, que liberam neuromediadores e neurotransmissores e outras células nervosas em uma sistema em cadeia pelo qual a informação codificada é traduzida por um órgão de comando e encaminhado por uma via eferente como uma resposta para corresponder a exigência funcional que fez com que o organismo desencadeasse a ação em que é exigido para sua sobrevivência na direção do ambiente.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

LenderBook Company

www.lenderbook.com

Comentários

comentários

Deixe seu comentário