Pessoas acima de 1,60 de altura não conseguem emprego na Samsung, P&G e Flextronics

Samsung, P&G e Fletronics só contratam menores de 1,60 de altura e trabalhadores sem filhos, diz Valdemir Santana - foto: Correio da Amazônia

As piores empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), são as que dão as ordens e batem na mesa no Sindicato patronal das indústrias do Amazonas.

As empresas que praticam irregularidades, não cumprem as Leis Trabalhista e aplicam medidas absurdas, são as defendidas pelos representantes das indústrias no Estado.

A opinião é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), Valdemir Santana, que classifica as piores empresas do PIM: a P&G, Samsung e a Flextronics, como as que criaram normas a serem obedecidas pelos representantes das empresas no Amazonas e eles obedecem à risca.

As três piores empresas do PIM, segundo Santana, são as que massacram trabalhadores, não cumprem a Lei, são as que parecem isentas da ação do Ministério do Trabalho, as que não sofrem a fiscalizadas da Suframa, que pouco ou quase nada tem feito para obrigar os diretores das três piores a cumprirem a Lei.

Sindicato dos Metalúrgicos

Neste sentido, Santana diz que a única solução, que deve ser tomada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, é a greve. “Não existe no Estado outra medida, que possa punir as empresas que burlam a Lei. Elas terão de ser conhecidas como péssimas no Brasil inteiro”.

De acordo com o sindicalista, a metade dos trabalhadores das três empresas: P&G, Samsung e Flextronics são trabalhadores temporários contratados com irregularidades.

Como exemplo, ele cita que as três empresas deixaram de contratar mulheres e homens que tenham filhos de até 07 anos de idade, não contratam trabalhadores que tenham acima de 30 anos de idade, nem quem tenha mais de 1,60 metros de atura. De acordo com Santana, para nivelar o trabalhador brasileiro com a altura média dos trabalhadores coreanos.

Território sem Lei

E o sindicato patronal apoia esse tipo de discriminação absurda.

Pior, quando o Sindicato exige o cumprimento da Lei, os capatazes industriários chamam a polícia para espancar os trabalhadores. “O Distrito Industrial em Manaus virou um território sem Lei”, aponta Valdemir Santana.

O presidente dos metalúrgicos diz que, já que não tem respostas dos órgãos oficiais, o Sindicato vai ‘jogar pesado’ e espera que a sociedade apoie as medidas, que só serão tomadas para melhorar a qualidade do emprego e renda no parque industrial do Amazonas.

Ação coordenada

O sindicalista avisa ainda, que os metalúrgicos, juntamente com todos os sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), vão fazer uma ação coordenada contra o massacre que as empresas coreanas estão fazendo no Amazonas. “Nos defendemos o Polo Industrial no Estado, mas com decência, com honestidade, com o rigor da Lei”, resume.

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