PF prende suspeitos e destrói máquinas em operação contra garimpo ilegal no Pará

Explosão de uma das máquinas flagradas em garimpo ilegal no Pará — Foto: Polícia Federal/Reprodução

A operação Guaraci, deflagrada para combater mineração ilegal na área da linha de transmissão de energia elétrica vinda da Usina Belo Monte no Pará, apreendeu maquinários e prendeui suspeitos em flagrante nas áreas de extração irregular de ouro e manganês.

O material apreendido, que inclui retroescavadeiras, motores e esteiras, foi destruído nos locais da apreensão.

Foto: Polícia Federal/Divulgação

“Na ação integrada, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos locais de degradação ambiental,foram realizadas prisões em flagrante delito, apreensões de minério e inutilização de equipamentos utilizados como instrumentos de crime”, afirmou a delegada Adriele Maiorka, chefe do departamento da PF em Marabá , sudeste do Pará.

Área de mineração ilegal próximo a linhas de transmissão no Pará — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A quantidade exata de material apreendido e como cada um foi inutilizado, assim como quantos presos e a identidade deles não foi informado pela PF.

Garimpo na base das torres de transmissão

Segundo a Polícia Federal, a atividade irregular ameaçava o fornecimento de energia no país, pois usava a área de segurança das torres de transmissão, cerca de 50 metros em volta de cada estrutura, como local de mineração. Isso colava a segurança das torres e de roda rede em risco.

Extração ilegal de outo e manganês funcionava próximo a base de torres de transmissão da Belo Monte. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

“A atividade garimpeira era tão acentuada na base das torres que estava para comprometer a segurança e estabilidade, podendo causar, inclusive, a queda dessas estruturas e o desabastecimento energético em nível nacional, atingindo milhões de brasileiro”, disse a delegada Maiorka.

Essa extração ilegal ocorre sob a Linha de Transmissão Xingu/Estreito, que além do Pará, passa também por Tocantins, Goiás e Minas Gerais. Não foi informada a área total atingida, quantos garimpos localizados nem há quanto tempo funcionavam.

g1

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