‘Quem diz qual o documento que deve ser investigado é a CPI, não o Bradesco’ diz Fraxe

Deputado Abdala Fraxe(PTN)/Foto: Divulgação

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, deputado estadual Abdala Fraxe (PTN), relatou na manhã de hoje, quarta-feira (13), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a situação ocorrida durante a reunião da Comissão, ontem, terça-feira (12), para abertura e análise das caixas com extratos bancários dos últimos três anos, da Prefeitura de Coar das operações realizadas no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e  Banco Bradesco.

Mostrando-se indignado, Abdala Fraxe disse ter ficado espantado com o fato de a direção regional do Banco Bradesco ter enviado a documentação sem uma sequência lógica conforme solicitada, seguindo o período de fevereiro de 2011 a maio de 2014. “Recebemos como resposta pelo Bradesco que a Prefeitura possui histórico de extensa movimentação e que eles adotaram como critério os saques e transferências bancárias com lançamentos iguais ou superiores a R$ 10 mil. Ora, quem diz qual é o valor a ser investigado é a CPI e não o Bradesco. Nós queremos todos os valores acima de R$ 1 mil”, afirmou Fraxe.

Segundo o deputado, embora os gestores do Bradesco tenham demonstrado que entenderam o que foi pedido pela CPI, enviaram um verdadeiro ‘ninho de rato’ para sem nenhuma sequencia lógica que possa ser analisada para entender o que estava sendo feito com os recursos da Prefeitura. “Em vista dessa situação, o que se pode verificar é que a direção do Bradesco está sendo conivente com essa verdadeira quadrilha que se apossou da administração de Coari e que está desviando os recursos do povo coariense para a prática nefasta da corrupção e pedofilia”, assinalou o parlamentar. “Qualquer tentativa, nesse sentido, ao contrário de obter êxito, vai dar mais vontade aos demais membros da CPI de fazer com que essa investigação chegue a fundo onde tem que chegar”, completou.

Em aparte, o deputado estadual Luiz Castro (PPS) considerou a situação um absurdo, afirmando que a Comissão deverá comunicar a direção nacional do Bradesco “que certamente não deve estar a par do que está acontecendo”. O mesmo posicionamento teve o deputado Vicente Lopes (PMDB) dando total apoio à CPI na ação que deveria tomar.

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