Relação sujeito à sujeito – Por Max Diniz Cruzeiro

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

Relação sujeito à sujeito é um tipo de comunicação e comportamento em que duas ou mais pessoas são capazes, em processo interativo, de gerar correspondência de consciência para consciência, sem afetar o equilíbrio orgânico do par relacional.

É um tipo de comunicação que se estabelece através da empatia recíproca das pessoas que compõem o laço relacional. No qual o princípio de interação tenta ser o máximo harmonioso entre as partes que permitam informações.

É uma comunicação que se estabelece dentro da zona exclusiva de cada pessoa sem gerar estresse ou qualquer tipo de reação que venha a prejudicar parte da personalidade do outro.

É um grau superior de confiança que se estabelece aos pares, onde os íntimos dos indivíduos são acessados e mesmo assim não significar um prejuízo no processo de comunicação.

É o tipo de estabelecimento de uma confiança mútua onde a reciprocidade é agir dentro do princípio de constância e entendimento do outro que pratica a ação, anulando-se temporariamente do que pensa e do que o é na realidade.

Surge a partir do respeito da essência do outro ao manifestar a sua necessidade e essencialidade do seu objetivo de vida. Num sinalizar de que é possível pensar diferente quando assim a nômada de quem acessa deseja se manifestar, porém não é irracional ao ponto de causar uma censura sobre o entendimento.

Parte de um princípio de auto-observação da luz da inserção do outro no relacionamento de forma recíproca onde se objetiva construir uma retórica que não incline para o conflito mesmo na percepção de diferenças dentro da zona de pensamento exclusiva dos pares do laço relacional.

É a espécie de um acessar com consentimento onde um se mostra para o outro como verdadeiramente sente ser sua existência, e mesmo diante de contrariedades, o outro abastecido das ideias do seu par não é capaz de desferir sobre este, qualquer reação que seja contrária ao seu pensamento, mesmo sabendo que se sente e que se pensa de outra forma de subjetividade e reatividade.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

No par os dois são sujeitos e interessados a ouvir o outro: o seu parceiro no relacionamento. Que abastece todo o relacionamento de intimidade, no qual cada indivíduo pode ter acesso a completude do outro.

Geralmente este tipo de par relacional é formado apenas entre casais ou amigos muito próximos. Porque se pressupõe que o risco de abertura de sua zona exclusiva de pensamento para outra pessoa possa colocar muitas construções subjetivas que ainda estão sob curso em um risco de integridade para o indivíduo.

É como se o primeiro sujeito guia o segundo sujeito para ser o confidente em um processo de lealdade que se instala pela extensão da consciência e se procura em conjunto estabelecer uma razão que não seja ofensiva para o outro indivíduo reciprocamente.

Na parte sexual é o acesso ao orgasmo do outro dentro de um princípio de sensações, percepções e sentimentos que é possível estabelecer um contato profundo com o seu par relacional.

Nos vórtices de energia, ou chacras, é o encontro daquilo que impulsiona o outro a agir. É um estado vibracional tão complexo no qual o outro se torna uma essência por si mesmo do outro simbolizado na remodulação de sua frequência de consciência de forma temporária a fim de ser reflexo do outro para a compreensão de como o interior da pessoa, ao qual se ama, age e se insere no dimensional.

Dentro da relação sujeito à sujeito está o anotherself que é um tipo de experimentação do self da outra pessoa. Porém é apenas uma parte de todo o aprendizado de uma pessoa quando se enquadra dentro deste contexto mais íntimo, interno e interior.

Quando uma pessoa é altamente evoluída ao ponto de conseguir se inserir dentro do contexto do outro indivíduo que está em par relacional, ela é capaz de trabalhar com os seus próprios vórtices de energias a fim de despertar o regime de urgência no indivíduo que se ama: através da fala, através da expressão ou através do comportamento como um todo que irá servir de guia para que o indivíduo desperte aquele elemento subjetivo visualizado que deva ser trabalhado.

Esse processo adaptativo restringe temporariamente a individualidade do indivíduo que age para despertar o princípio, como atitude, na pessoa amada. Para em seguida trazer para a vida prática, aquele conteúdo teórico que permite viver em harmonia com o ser amado, sem despertar sua zona de conflito e ao mesmo tempo se integrar em plena e verdadeira harmonia.

Conhecer o íntimo de outra pessoa requer um grau de responsabilidade enorme, porque se estabelece o contato com informações pessoais de outra pessoa que por vezes ela não se encontra preparada para lançar tais conteúdos dentro de um laço social por medo de geração de baixa autoestima que possa declinar ou prejudicar o seu projeto de vida.

No anotherself o indivíduo observador atrai para si a experiência do outro, enquanto que a relação sujeito à sujeito o anotherself desencadeia-se de forma cruzada onde ambos do par relacional vivenciam a experiência do outro de forma recíproca e mais próxima da verdade interna de cada um.

A amizade, o amor e o comprometimento podem ser alcançados na relação sujeito à sujeito. De forma muito mais profundo do que a existencialidade de um limite imposto na relação. Ser capaz de reconhecer que o outro é diferente de você é o primeiro passo para a construção e identificação de um respeito. Para fazer fluir um tipo de consciência que integra para que as frequências singulares de cada um possam formar um ser uníssono dentro do laço que possa ser criado.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui