Rio ainda enfrenta chuva forte e segue em estágio de crise

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou ao menos sete mortos: um homem na Gávea, outro em Santa Cruz, duas irmãs no Leme e três pessoas em um táxi em Botafogo. A terça-feira segue com chuva.

Pancadas fortes atingiram a cidade ao longo da manhã e três pessoas seguiam desaparecidas – um homem que teria sido atingido por um deslizamento no Morro da Babilônia e uma avó e sua neta que saíam de um shopping em Botafogo em direção a Copacabana. Às 14h30, a polícia informou ter encontrado os corpos de um homem, uma mulher e uma criança – sem associar aos passageiros desaparecidos.

O município está em estágio de crise – o mais alto em uma escala de três – desde as 20h55. A recomendação é para evitar deslocamentos.

A rede municipal e estadual de ensino e algumas unidades particulares não vão funcionar.

Quedas de barreira interditaram o Alto da Boa Vista e a Avenida Niemeyer – onde mais um trecho da ciclovia foi arrastado para o mar.

Foto: Lívia Torres/TV Globo

Mortes no Leme
No início da madrugada, um deslizamento de terra atingiu o Morro da Babilônia, no Leme, matando duas irmãs, que eram vizinhas.

Havia a informação preliminar de que crianças tinham sido soterradas. A TV Globo apurou que não havia crianças – duas mulheres foram retiradas do lamaçal. Outras duas pessoas foram feridas, e um homem está desaparecido.

Os volumes registrados entre o fim da tarde de segunda e o início da manhã de terça superam os índices pluviométricos do temporal de 6 e 7 de fevereiro, quando seis pessoas morreram. No Jardim Botânico, por exemplo, caiu o dobro de água.

Morte na Gávea
Na noite de segunda, o temporal alagou ruas, derrubou árvores e destruiu carros. Segundo o comando do 23º Batalhão de Polícia Militar (Leblon), o corpo de um homem foi achado na Gávea, Zona Sul, debaixo de um carro. Na manhã desta terça, os bombeiros o identificaram como Guilherme N. Fontes, de 30 anos.

A causa da morte ainda não foi divulgada. Segundo testemunhas, Guilherme morreu afogado ao cair de moto, ser arrastado pela água que descia da Avenida Marquês de São Vicente, uma das principais do bairro, e ficar preso debaixo de um carro.

Morte em Santa Cruz
De acordo com parentes, Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, levou um choque enquanto limpava o ralo da residência em que morava.

Resumo do temporal
• 3 mortes em Botafogo
• 2 mortes no Morro da Babilônia, no Leme
• 1 morte na Gávea
• 1 morte em Santa Cruz
• 45 sirenes acionadas em 26 comunidades
• Rio entrou em estágio de crise às 20h55
• Barra/Barrinha foi onde mais choveu
• Aulas suspensas na rede pública nesta terça
• Mais um trecho da Ciclovia Tim Maia desabou, e Av. Niemeyer foi interditada
• Bombeiros usaram barcos para resgatar crianças no Jd. Botânico

A cidade entrou em estágio de atenção às 18h35 de segunda. Às 20h55, passou para o estágio de crise — o mais grave de três níveis de risco, segundo o Alerta Rio, sistema da prefeitura.

Em quatro horas, choveu mais no Rio do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando seis pessoas morreram em consequência do temporal. A Defesa Civil informou em entrevista à GloboNews que foram feitas mais de 1,7 mil ocorrências.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais chuvas fortes com trovoadas até as 10h desta terça. A prefeitura recomenda que a população somente se desloque “em caso de extrema necessidade”.

O estágio de crise é o terceiro nível em uma escala de três e significa “previsão de chuva forte, ocasionalmente muito forte nas próximas horas, podendo causar múltiplos alagamentos e deslizamentos, e transtornos generalizados em uma ou mais regiões da cidade”. Nesta situação as equipes emergenciais da Prefeitura já estão atuando.

Fonte: G1

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