Salão de Artes Plásticas mostra a trajetória de artistas regionais

Salão de Artes Plásticas com 40 telas de artistas regionais/Foto: Edmar Perrone

Salão de Artes Plásticas com 40 telas de artistas regionais/Foto: Edmar Perrone
Salão de Artes Plásticas com 40 telas de artistas regionais/Foto: Edmar Perrone

Foi aberto, ontem, quinta-feira (08), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o 5º Salão de Artes Plásticas Aleam/Amap, com 40 telas de artistas regionais que estão exibindo variados estilos e técnicas que narram a trajetória artística dos pintores até hoje, exposição fica aberta ao público até o próximo dia 30 de maio, das  08h00 às 17h00.

Os artistas explicam que fazem trabalhos de temática regional, com objetivo de expor em todo o mundo, ou seja, divulgar a realidade amazônica por meio das artes plásticas. Homero Amazonas, por exemplo, participou de exposições na Itália, Suíça Zurique e outros países europeus e classifica “de grande importância” esse tipo de evento. “Minha preocupação era mostrar a vida do índio em relação à natureza. Outro detalhe diz respeito ao caboclo e seu desespero em relação à devastação da natureza que perde a sua identidade ao ficar à beira de um abismo”, sintetizou.

Sebastião Cândido também segue a mesma temática, mas diversifica no estilo. “Atualmente estou desenvolvendo uma nova técnica com representação de uma onça pintada com estilo impressionista e um cavalo árabe que é um animal imponente e de difícil execução por ser feito a pinceladas”, conta ele. Sua técnica de trabalho é acrílico sobre tela e tem a característica de ser necessário se afastar do quadro para enxergar melhor. “Quanto mais distante, mais vemos a forma”, ensina ele.

E o artista plástico Raimundo Neleto da Silva, o “Noleto” trabalha com o estilo óleo sobre tela e está apresentando uma série de “Cavalos de Roraima” que aprendeu a pintar devido ao gosto de vê-los correndo na natureza. Mas ele também trouxe na bagagem suas paisagens, natureza morta e outros.

Nesta quinta edição do Salão de Artes Plásticas, o presidente da Associação Amazonense de Artistas Plásticos (Amap), José Carlos, afirmou estar muito feliz de poder conviver com vários segmentos culturais e sociais do Amazonas, mas saber que alguns deles não têm apoio do poder público. “As secretarias municipais e estaduais, por exemplo, não participam dos eventos promovidos. Apenas a Assembleia Legislativa sempre deu oportunidade para os artistas plásticos”, contou.

“Essa exposição realizada no Hall da Assembleia é de um significado muito grande e honrosa para o Legislativo estadual, pois recebe uma exposição de artistas da terra que já realizaram uma mostra fora do país, precisamente na Itália. Ao utilizarmos o espaço da Aleam para a divulgação das artes e a contemplação do belo prestigiamos o artista local”, continuou.

José Carlos foi enfático ao afirmar que, infelizmente, em nossa terra ainda não há o devido respeito em relação à movimentação de pessoas nestes eventos. “Na maioria das vezes o maior consumidor de nossas artes não são habitantes de nossa terra, mas visitantes de outras regiões que valorizam nosso trabalho, Isso, infelizmente, significa um obstáculo para nós”, assinalou.

Para o presidente da Associação a importância das artes plásticas para o Amazonas é grande e relevante, pois através dela é difundida a cultura de nosso povo. “Cada um que está aqui hoje está retratando seu estilo de vida, o comportamento de seu cotidiano e dia-a-dia”, ressaltou, “e um povo sem cultura e sem sua arte é um povo morto sem vida”, completou.

Carlos destacou a realização de uma mostra na Itália em parceria com a Amazonastur que acreditou no potencial dos trabalhos que contou com a presença de 15 artistas e 40 obras em exposição. “Para o stand de parceria Amap/Amazonastur foi um dos grande momentos que a Amazonastur presenciou, pois até então ela sempre esteve presente com obras de Artesanato e com o Boi.

“Nesta feira internacional houve e participação de mais de 40 nações e essas tiveram a oportunidade de ver nossa manifestação artística. Embora tenhamos levado 40 obras não conseguimos vender nenhuma, pois esse era um evento de artesanato e o povo de lá é muito criterioso estando lá para adquirir produtos de artesanato. Obras de artes eles vão buscar em grandes galerias. Mesmo não tendo venda foi algo muito positivo, pois estávamos em mercados europeus que ficaram fascinados”, assinalou.

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