Samsung demite 800 metalúrgicos, o Sindicato promete devolver o presente

Trabalhadores reclamam da intensidade do ritmo de trabalho, face à necessidade de cumprimento de metas diárias de produção”, diz o procurador do MPT do Amazonas em nota recente - foto: recorte

A viagem de férias do diretor gerente da fábrica da Samsung em Manaus, Clark Choi, à Coréia, desejada que seja para nunca mais voltar, seria motivo de comemoração para o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas se ele não tivesse deixado um rastro de perversidades e demissões de trabalhadores no Amazonas, sem justificativas.

Na despedida, Clark demitiu 500 trabalhadores temporários e 315 efetivos, sem comunicar ao Sindicato, conforme manda a Lei do Trabalho no Brasil e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) firmada entre Sindicato e empresa.

Valdemir Santana promete devolver o presente que a Samsung deu aos trabalhadores – foto: divulgação/assessoria

Indignado, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, diz que esse é o presente que o coreano gerente da Samsung, que faturou mais de R$ 25 Bilhões em 2021, deixa aos mais de 800 trabalhadores demitidos.

Valdemir diz que o ‘gerente carrasco’ veio ao Brasil, destacado para negociar com sindicatos e trabalhadores, mas que fez o contrário. No curto período no Amazonas, cometeu mais irregularidades que os outros em toda a existência da fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM).

De acordo com o sindicalista, Choi deve ter incentivado o setor jurídico da Samsung em Manaus a “usar as leis trabalhistas da Coréia, se é que existem”, menos as Leis do Brasil.

“A Lei original do Brasil é clara: se a indústria vai substituir ou aumentar a produção os terceirizados e temporários tem os mesmos direitos que os trabalhadores efetivos, desde a assistência médica, PLR, salários conforme o acordo na CCT”, explica.

Este tipo de fábrica, segundo Santana, pode voltar para a Coréia, não serve para os trabalhadores do Brasil.

Devolução do presente

E já que eles insistem com as irregularidades, o Sindicato promete devolver o presente. “Vamos parar a fábrica e chamar a Suframa para fazer a fiscalização nos PPB da Samsung. Vamos acabar com a exploração total praticada pela empresa no Amazonas”, avisa.

O sindicalista acentua que está torcendo para o Clark Choi nunca mais voltar ao Barsil. “Este tipo gente e de fábrica podem voltar para a Coréia, não serve para os trabalhadores do Brasil”, finaliza com o aviso de que a qualquer momento a fábrica para.

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