Se a promessa da ZFM em Marajó for igual a da BR-319, o Pará que espere

Fala de Bolsonaro sobre ZFM em Marajó foi vista como mais um devaneio do chefe da Nação - foto: divulgação

Mais otimista que o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), que chama de estúpida a proposta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de criação de uma nova ‘zona franca’ em Marajó, no Pará e acha melhor entregar a ‘chave da Suframa’, o deputado federal José Ricardo (PT-AM), recebeu com desdém a fala do presidente.

Para o deputado José Ricardo, Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes fizeram o de costume: promessa vazia, sem consistência, sem base. É o estilo deles, falar para a plateia sedenta por aplaudir o ‘mito’ das massas falidas do País.

Necessidade de aplausos

A tirar pelas inúmeras promessas feitas por Bolsonaro ao Amazonas, garantindo que daria mais incentivos fiscais ao Estado, que desenvolveria a indústria, o comércio e o primeiro setor, que reabriria a BR- 319, tudo que falar em termos de desenvolvimento regional, fica como uma fala suspeita, sem crédito e sem consistência, passível de cair no esquecimento.

Ou seja, a fala de Bolsonaro relativo a abertura de uma nova Zona Franca em Marajó, pode ser mais uma de suas inúmeras balelas, soltas, talvez, para desestabilizar o setor produtivo industrial do Amazonas.

De acordo com o deputado José Ricardo, o governo federal faz uma política anti-incentivos fiscais contra Zona Franca de Manaus (ZFM). “Por que com Marajó seria diferente?”, desdenha.

“No máximo, podem pensar em criar uma área de livre comércio, como existe em várias cidades do Norte, mas uma Zona Franca industrial nos mesmos moldes de Manaus é muito difícil, inacreditável”, aponta.

O ministro Paulo Guedes falou por diversas vezes que vai rever toda política de incentivos do Brasil, e isso vem afetando muito a ZFM, como também abre precedentes para que o modelo não seja estendido a outros Estados.

O deputado lembra que é o costume de Bolsonaro, falar qualquer besteira para agradar a plateia, mesmo sem base, sem consistência, sem estudo, sem avaliação e sem consulta à área técnica do Governo.

Besteirol de Bolsonaro

Irritado, o deputado Serafim Corrêa pergunta: “será que eles têm noção da besteira que estão propondo?”. Certamente não tem, ou fazem que não tem, talvez para atender os seus propósitos de desmonte das instituições e as empresas nacionais.

A declaração de Bolsonaro foi dada em evento de lançamento do programa Abrace o Marajó, comandado pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. A medida, segundo Bolsonaro, já teria sido debatida com o governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB).

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