

A greve na empresa Whirlpool da Amazônia caminha a passos largos para o seu terceiro dia, com mais de 90% dos trabalhadores passando o dia no pátio da empresa, localizada na Avenida Torquato Tapajos, Zona Norte de Manaus.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, passou dois dias, ontem e hoje (20), negociando a base de reajuste salarial com o sindicato patronal, sem resultado. Eles insistem em conceder 6,33%, enquanto o Sindicato dos trabalhadores querem 9,5% e, não abem mão disso.
Na empresa de eletroeletrônicos Whirlpool, o problema vai mais além. Lá os trabalhadores passam pelo constrangimento do assédio moral, assédio sexual, alimentação de péssima qualidade, falta de vagas para todas as crianças filhos de pais e mães, discriminação praticadas por encarregados, coordenadores de linha e RH e, coação de quem resolveu aderir ao movimento grevista puxado pelo Sindicato.

A coincidência com que os trabalhadores falaram à reportagem do Correio da Amazônia, foi ver a quantidade de policiais armados de escopeta, chamados pela empresa, para intimidar os trabalhadores. “Estamos fazendo o movimento pacificamente, não há necessidade de 10 Viaturas da Rocam e Ronda no Bairro, paradas na porta da fábrica por todo o dia de hoje”, assinalou Cátia Cheve, uma das diretoras do Sindicato, na greve.

Os dirigentes sindicais do Sindmetal vão continuar no pátio da empresa até a solução final do impasse. A Whirlpool esta descumprindo as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
