Sempre-vivas: as flores que ficam intocáveis por décadas

Foto: Reprodução/iStock

Fáceis de cuidar e de bonita decoração, sempre-vivas são aposta para enfeitar qualquer ambiente

Você já ouviu falar sobre as flores sempre-vivas? Tendência na decoração de interiores, com botões reduzidos e uma gama variada de cores, essas espécies se destacam pela longevidade e resistência: são flores que, mesmo secas ou mortas, continuam intactas.

Cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, as plantas sempre-vivas não precisam de muitos cuidados, mas são capazes de deixar qualquer ambiente elegante e acolhedor.

Existem, aproximadamente, 1.200 espécies de flores sempre-vivas, das quais 800 são encontradas apenas no Brasil, espalhadas por todo o território e principalmente na região da Chapada Diamantina (BA) e da Cadeia do Espinhaço (MG).

Como podem estar mortas, porém vivas? 

Esse tipo peculiar de planta é pertencente às famílias Eriocaulaceae, Cyperaceae, Rapateaceae, Poaceae e Xyridaceae. Na prática, são vegetais que, mesmo secos, mantêm seus aspectos naturais, mas isso não significa dizer que estão mortos – apenas têm uma maior longevidade. Algumas espécies podem atingir até 1,70 m de altura, porém a grande maioria varia entre 30 cm e 90 cm.

Eis aqui um interessante contexto histórico: as flores sempre-vivas são amplamente usadas em uma variedade de aplicações, mas seu comércio foi, na verdade, impulsionado durante a Segunda Guerra Mundial.

Na época, eram exportadas e transformadas em arranjos para envio junto aos corpos dos soldados mortos em combate de volta para suas famílias, e, por sua longa duração, continuavam intactas quando chegavam ao destino final.

Em linhas gerais, são plantas que precisam de incidência direta da luz solar e não gostam de adubos químicos – indica-se o uso de adubo natural.

Também não podem ser plantadas em qualquer tipo de terra, porque, quando colocadas em terreno argiloso, não brotam flores e morrem rapidamente. O terreno ideal para o plantio de flores sempre-vivas é o substrato arenoso com matéria orgânica.

Além de simples e fáceis de cuidar, elas se diferem das demais por terem como característica mais marcante a duração: depois de colhidas e secas, as flores mantêm a forma e a cor por até uma década e exigem apenas uma manutenção leve, para que a planta não fique empoeirada.

Vale destacar que a espécie de planta sempre-viva mais conhecida é o capim-dourado (Syngonanthus nitens), amplamente usado na produção de bijuterias e acessórios de decoração. Encontrado na região de Presidente Kubitschek (MG) e manejado em Jalapão (TO), ele está presente em uma série de roupas, joias e dentro de restaurantes e casas brasileiras.

Como aplicá-las à decoração de interiores?

Embora as sempre-vivas tenham sido desenvolvidas para enfeitar os caixões de soldados da década de 1940, hoje, seu uso e aplicação já é bastante diferente. Elas também podem ser usadas como plantas de jardim, sem necessariamente precisar de colheita e secagem, porque, mesmo em sua forma natural, requer pouco cuidado. A vantagem é que as flores duram o ano todo, então não ficam bonitas apenas em uma estação determinada.

Na decoração de ambiente, ganham os mais variados tipos de arranjos, como buquês, vasos falsos e até mesmo quadros. Por existirem em vários tamanhos e cores, as flores sempre-vivas combinam com qualquer ambiente.

Espaços modernos marcados por lustres geométricos e tecnologias smart também combinam com plantas sempre-vivas, que trazem um pouco mais de leveza e aconchego para o ambiente, conhecido por parecer mais frio e distante.

Por fim, ambientes rústicos também se beneficiam com o uso de plantas sempre-vivas; nesse caso, elas dão um toque de elegância e sofisticação – principalmente, se combinadas com pisos amadeirados e decorações em ferro e bronze.

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