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Sindicato promete parar a fábrica da Moto Honda na quinta feira (06)

Presidente do Sintracomec, Cícero Custódio, em frente à Moto Honda, convocando os trabalhadores - foto: divulgação
Redação
Escrito por Redação

Cerca de 800 trabalhadores terceirizados que prestam serviços na área de montagem da empresa Moto Honda da Amazônia denunciaram ao Sindicato da Construção Civil, ao qual são sindicalizados, que estão sendo explorados pela empresa coreana e trabalhando quase em regime de escravidão.

Diante da denúncia e a falta de resposta da coreana, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracomec), Cícero Custódio convocou a categoria para uma manifestação em frente à fábrica, com início às 05 horas, nessa quita feira (06). “Vamos parar toda a fábrica”, antecipa Sassá.

Denúncias

De acordo com denúncias da categoria, a Moto Honda não está oferecendo equipamentos de proteção individual (EPI), local para refeição adequado, atraso de pagamento de salário e não pagamento de benefícios como: cesta básica prevista na Convenção Coletiva do Trabalho (CCT).

A empresa coreana também contrata os terceirizados por tão somente dez dias, para evitar vínculo empregatício e encargos trabalhistas previstos na Lei.

O presidente do Sindicato, Cícero Custódio, que também é vereador de Manaus, chegou a enviar uma notificação à Moto Honda, pedindo explicações. A empresa, no entanto, alegou que não tem responsabilidades a cumprir com os trabalhadores terceirizados e que essa é uma atribuição das empresas prestadoras de serviços à Moto Honda, tão somente, mesmo eles trabalhando internamente.

Diante da indiferença da empresa coreana, Cícero Custódio disse que o sindicato pretende realizar uma manifestação na entrada de acesso dos trabalhadores ao canteiro de obra, onde funciona as instalações da Moto Honda. “Vamos chamar a atenção dos responsáveis e resolver o problema”, finalizou Sassá.

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