Suspeita de surto de Doença de Chagas no interior é investigada pela FVS

Foto: Reprodução

Um suposto surto de Doença de Chagas em Uarini, a 565 quilômetros a oeste de Manaus, será investigado pelas equipes da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Nesta terça-feira (4), cinco técnicos da FVS e um médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), partem em direção ao município averiguar as denúncias e controlar um possível surto.

De acordo com a FVS, surgiram cinco casos suspeitos da doença em Uarini. Dois pacientes foram transferidos para Manaus e seguem internados na FMT-HVD, com sinais e sintomas de Doença de Chagas Aguda. Outros três casos suspeitos seguem em deslocamento para Manaus para atendimento.

“É um sinal de alerta sim, que exige medidas imediatas para buscar novos casos suspeitos e tratamento imediato”, avaliou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto.

Para o município serão enviados profissionais de diversas áreas. Serão cinco técnicos da FVS do setor de vigilância ambiental, sanitária, epidemiológica e diagnóstico laboratorial e também um médico infectologista da FMT.

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“Precisamos ter agilidade para romper a cadeia de transmissão da doença para evitar um surto de Chagas, por isso, cada técnico tem missão específica, para juntos com os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Uarini efetivar as ações de controle da situação”, afirmou a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS) da FVS, Liane Souza.

Até maio deste ano, 12 casos foram notificados no Estado, de acordo com o Boletim Epidemiológico. Em 2018, foram 89 casos notificados da Doença de Chagas no Amazonas.

Doença de Chagas

A FVS-AM alerta para os riscos de contaminação de alimentos por parasita Trypanossoma cruzi, principal transmissor da doença, principalmente na hora da compra, preparação, conservação e consumo de alimentos.

No Amazonas, a principal forma de transmissão da doença se dá por meio de ingestão de suco de açaí contaminado. É preciso observar as condições de higiene dos manipuladores da fruta, do local de venda.

A FVS-AM ressalta que, além do açaí, outros alimentos também podem estar envolvidos na transmissão oral do parasita, como frutas, vegetais e respectivas preparações, como suco de cana de açúcar, buriti, bacaba; além de carne crua, sangue de mamíferos silvestres e leite cru.

Fonte: G1


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