Terrorismo – por Flávio Lauria

Flávio Lauria é Administrador de Empresas e Professor Universitário

Tal e qual está no Aurélio: “Terrorismo: s. m. 1. Modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror. 2. Forma de ação política que combate o poder estabelecido mediante emprego da violência”. Pois é, terrorismo é isso aí. É a violência multifacetada, eu o conheço desde quando era guri e dele fui vítima de algum modo. Não só eu, mas também meus colegas de então. Ele nos era imposto nas aulas de religião.

O professor nos dizia que se não seguíssemos certos preceitos, entre os quais o de assistir ao culto religioso ao menos aos domingos, confessar nossos pecados e comungar, nosso destino depois da morte seria ir parar no inferno – um lugar terrível, comandado pelo diabo e tomado pelas chamas… Era o terrorismo religioso. Mais tarde, durante os duros tempos da ditadura militar, já adulto, testemunharia outros atos de terrorismo praticados pelos dois lados em conflito. Era o terrorismo político.

Existem outras formas, muitas outras, de terrorismo, mas até por questão de espaço cumpre por hoje deixá-las de lado. Bastam essas duas que lembrei e às quais juntarei a transcrição que farei a seguir, a qual, não por coincidência, é um símbolo dos dias que estamos vivendo. Ei-la: “Um respeitável físico britânico, Stephen W. Hawking, em entrevista concedida ao jornal inglês Daily Telegraph, fez a seguinte previsão: ‘Eu não creio que a humanidade vá sobreviver nos próximos mil anos, a não ser que nos espalhemos pelo espaço.

O apocalipse não virá em forma de uma catástrofe nuclear, mas sim de um modo mais insidioso e invisível. A longo prazo, estou mais preocupado com a biologia. Armas nucleares exigem instalações muito grandes, mas a engenharia genética pode ser feita em pequenos laboratórios. E ninguém pode controlar todos eles”. Não ficaram por aí os vaticínios do físico britânico. Olhando para o futuro, assevera que a humanidade poderá ser varrida do mapa antes do final do atual milênio, a não ser que venha a colonizar o espaço. Confesso que se houvesse lido essas previsões apocalípticas há dois meses e alguns dias passados eu não lhes daria crédito maior do que tenho concedido aos incontáveis profetas cujas vaticinações jamais levei a sério. Já agora, testemunha que venho sendo do que está acontecendo por este mundo de muitos deuses e pouca fé, não me sinto inteiramente à vontade para classificar o cientista britânico como um terrorista a mais entre os que no passado me ameaçaram com o diabo e sua escaldante morada, e os que hoje nos apavoram no instante de abrir um simples envelope…

 

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