Transportadoras fluviais de cargas do AM podem parar atividades em 10 dias

Foto: Reprodução

O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) encaminhou ofício para as distribuidoras de combustível que operam no estado. A entidade pede auxílio imediato para reduzir os prejuízos provocados pela ação dos “piratas dos rios”, que somente neste ano já ultrapassam os R$ 20 milhões.

No documento, as empresas pontuam duas principais reivindicações que atualmente ficam a cargo exclusivamente das transportadoras: o primeiro é o pagamento das escoltas de segurança que acompanham as embarcações (e representam quase o dobro do valor das tripulações dos barcos).

A segunda reivindicação é a contratação e pagamento dos seguros das cargas pelas próprias distribuidoras, uma vez que as seguradoras estão se recusando a fazer novos acordos diretamente com as empresas contra roubos e assaltos por conta da grande incidência de ocorrências registradas nos rios amazonenses nos últimos anos.

“Não queremos chegar neste ponto, mas não temos mais condições financeiras e humanas de continuar navegando porque todo o prejuízo está recaindo somente para as transportadoras e estamos com dificuldade até de formar a tripulação porque ninguém vai arriscar a vida em certas rotas fluviais sem o apoio mínimo de uma escolta de segurança”, alertou o presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior.

O vice-presidente da entidade, Madson Nóbrega acrescentou ainda que por conta dos prejuízos acumulados e da falta de seguro para as cargas, as empresas transportadoras passam por um momento de grande dificuldade financeira e que uma possível paralisação da categoria também iria afetar o abastecimento nos estados vizinhos do Acre, Rondônia, Roraima e Oeste do Pará.

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