UFRR denuncia risco de corte de energia a ribeirinhos no Sul de RR

Comunidade Samaúma, em Rorainópolis, está sem energia há quase dois meses — Foto: UFRR/Divulgação

A instalação de relógios e medidores pela Roraima Energia em casas e residências na comunidade ribeirinha Santa Maria do Boiaçu, no município de Rorainópolis, Sul do estado, prevista para este ano, vem causando indignação entre ribeirinhos e docentes da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

A instituição afirma que a comunidade não recebe subsídios de políticas públicas e os ribeirinhos não terão condições de arcar com um novo aumento na taxação de energia que será gerado pelos medidores.

A implantação, dizem os moradores, também deve afetar outras duas comunidades, Samaúma e Xixuaú, localizadas às margens do rio Jauaperi, também em Rorainópolis.

Em nota, a Prefeitura de Rorainópolis manifestou preocupação com um possível corte de energia, principalmente devido a Unidade Básica de Saúde (UBS) instalada em Santa Maria do Boiaçu, que conserva medicamentos e vacinas. (Confira a íntegra no fim da reportagem).

Comunidade Samaúma, em Rorainópolis, está sem energia há quase dois meses — Foto: UFRR/Divulgação

Procurada, a Roraima Energia afirmou ser possível pedir pela redução de tarifas através de um cadastro vinculado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), caso o cliente se adeque aos requisitos da instituição. (Confira a íntegra no fim da reportagem)

Para o professor Antonio Veras, coordenador de uma expedição acadêmica realizada na região no mês de maio, as novas cobranças são insustentáveis para os moradores das comunidades.

“Será injusto instalar relógios e taxar os ribeirinhos. O que eles precisam é de projetos e políticas que permitam subsídios pela singularidade dos lugares. A cobrança representa a aniquilação destas comunidades”, disse o professor.

O professor Giovanni Seabra, também membro da expedição, aponta falta de políticas públicas para reverter a situação.

“São famílias inteiras vivendo na escuridão da floresta amazônica. As autoridades fecham os olhos para esta escuridão. Isso compromete a sobrevivência e a integridade das famílias. É inadmissível e inaceitável que as políticas públicas não cheguem a estas comunidades”, justifica.

Fonte: G1

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