Valdemir Santana e as principais lutas dos Metalúrgicos, em 2014

Valdemir Santana

Valdemir Santana

Cotas na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM), mais vagas em creches, aumento no percentual de contratação por limite de idade e fiscalização da saúde do trabalhador são algumas das principais bandeiras de luta do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), Valdemir Santana em 2014.

De acordo com Valdemir Santana, a luta pela cota de 30% na UEA para os trabalhadores do PIM é justa, uma vez que as empresas do Distrito Industrial pagam uma taxa de 1,8% do valor do faturamento para a manutenção da universidade. “Não é justo que os trabalhadores tenham que pagar uma faculdade particular sendo que eles produzem para a UEA quase 300 milhões de reais. Há cota para tudo, então o Sindmetal vai lutar por vagas na universidade para a classe trabalhadora”, declarou Santana.

Sobre a necessidade de mais vagas em creches e a construção de novas, Santana destacou que só os trabalhadores do Distrito Industrial demandam atualmente mais de 13 mil vagas. Segundo ele, a Secretaria de Políticas Sociais do sindicato está fazendo um trabalho de levantamento sobre a demanda de vagas para trabalhadores das empresas do PIM com o objetivo de sensibilizar a sociedade e o poder público municipal para construção de novas creches na cidade. “Até agora só o sindicato vem lutando por essas vagas e continuará brigando, porém este ano irá cobrar a intervenção dos órgãos competentes”, ponderou.

Outra luta destacada pelo presidente é referente ao aumento no percentual de contratação por limite de idade. A proposta do Sindmetal é aumentar para 30% a contratação de trabalhadores com idade acima de 35 anos. Atualmente as empresas são obrigadas a contratar somente 15%.

Santana afirmou ainda que o ambiente de trabalho de algumas empresas do Distrito Industrial oferecem condições prejudiciais à saúde. Para ele, a maioria das empresas dos metalúrgicos, plásticas, fundição, entre outras são todas insalubres. “Em alguns casos, trabalha-se acima de 40 graus. O Sindmetal vai lutar por uma fiscalização dos órgãos competentes para evitar o surgimento de doenças ocupacionais nos trabalhadores do PIM”, concluiu.

Na avaliação do presidente, o ano de 2014 assim como o anterior será de grandes lutas e, consequentemente, de grandes vitórias para a classe trabalhadora. (Mirinéia Nascimento)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui