Venezuelanos que viviam em rodoviária são levados para abrigos temporários

O grupo fazem parte do público considerado de maior vulnerabilidade/Foto: Divulgação

Os venezuelanos que estavam vivendo acampados na rodoviária de Manaus, na Zona Centro-Sul, foram levados para dois espaços de acolhimentos temporários netas sexta-feira (29. Ate o início da tarde  mais de 100 venezuelanos já haviam tinham sido acolhidos nos locais. O grupo de imigrantes fazem parte do público considerado de maior vulnerabilidade e que é composto por idosos, mulheres, gestantes e famílias com crianças.

Antes de realizarem a ação integrada, os órgãos competentes levantaram os números de vagas disponíveis para esse novo acolhimento dos refugiados acampados na rodoviária.

A espécie de “operação” foi realizada em conjunto pela prefeitura e governo com apoio do Ministério Público Federal (MPF) e Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No abrigo do bairro Alfredo Nascimento, na Zona Norte, a capacidade de acolhimento é de até 100 venezuelanos indígenas da etnia Warao. Já no abrigo do Coroado, na Zona Leste, foram disponibilizadas 110 vagas para os não indígenas.

O grupo fazem parte do público considerado de maior vulnerabilidade/Foto: Divulgação

Dados da Polícia Federal apontam que houveram aproximadamente 14 mil solicitações de refúgio, apenas nos anos de 2017 e 2018 em Manaus.

O procurador do MPF, Fernando Merloto Soave, relatou que, antes da transferência da rodoviária para os abrigos de acolhimento, os venezuelanos já haviam passado por um processo de sensibilização pela equipe técnica da Semasc, Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e ACNUR.

“Os órgãos haviam informado ao MPF que haveria essa ação de acolhimento, e que aconteceria pela madrugada, mas antes dessa ação integrada havíamos solicitado que houvesse a sensibilização dessas pessoas, que foi realizada pelos órgãos envolvidos. A ação acontece de madrugada até por questões administrativas, mas estamos aqui para garantir o acolhimento desse público que realmente necessita de ajuda”, afirmou.

A Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) informou que tem buscado meios, em conjunto com todos os órgãos envolvidos no Fluxo Migratório Humanitário Venezuelano, para acolher da melhor forma possível os imigrantes.

Enquanto a crise persistir, eles informaram que estarão buscando meios de fazer o melhor acolhimento, respeitando as possibilidades, de acordo com os seus limites.

Durante o trabalho de sensibilização, foi sinalizado que os imigrantes iriam para os espaços de acolhimento, no intuito de sair da vulnerabilidade extrema que viviam no entorno da rodoviária da capital. Nos acolhimentos, há todo um trabalho desenvolvido por uma equipe multidisciplinar [assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais], além de alimentação e encaminhamento para rede socioassistencial.

Além de servidores estaduais e municipais, também estiveram envolvidos na ação, voluntários da Topos Aztecas e a Cáritas Arquidiocesana e Pastoral do Migrante.

A Prefeitura de Manaus informou ainda que, durante o mês de março, diversos encontros foram realizados para traçar as estratégias para o acolhimento dos venezuelanos acampados no entorno da rodoviária.

As reuniões, envolvendo a Prefeitura de Manaus, Governo do Estado, MPF, Caritas Arquidiocesana, ACNUR e demais entidades, discutiram a questão do acolhimento do público em vulnerabilidade extrema.

A prática do novo acolhimento foi iniciada no dia último dia 14, com a transferência de 81 venezuelanos não indígenas do abrigo Alfredo Nascimento para o espaço de acolhimento do bairro do Coroado. A transferência foi uma preparação das instalações dos dois abrigos para possibilitar a disponibilidade de novas vagas.

Fonte: Prefeitura

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