Witzel lamenta morte de Ágatha, mas defende a política de segurança

Governador Wilson Witzel Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), culpou nesta segunda-feira (23) o crime organizado pela morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, e defendeu a política de segurança pública do governo do Rio de Janeiro. Witzel ainda lamentou a morte e pediu velocidade nas investigações.

Foi a primeira declaração de Witzel, quase três dias depois de Agatha ser baleada nas costas quando estava em um Kombi com o avô no complexo de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. Moradores afirmaram que PMs atiraram contra uma moto que passava no local, e o tiro atingiu a criança.

“A dor de uma família não se consegue expressar. Eu também sou pai e tenho uma filha de 9 anos. Não posso dizer que sei o tamanho da dor que os pais da menina estão sentindo. Jamais gostaria de passar por um momento como esse. Tem sido difícil ver a dor das famílias que tem seus entes queridos mortos pelo crime organizado. Eu presto minha solidariedade aos pais da menina Ágatha. Que Deus abençoe o anjo que nos deixou”, disse Witzel.

“Liguei para os secretários de polícia determinando o rigor e a celeridade nas investigações. Eu confio no trabalho das polícias e do MP. E independente do meu pedido eu sei que eles vão fazer o trabalho que tem que fazer”, afirmou

O governador disse que o Estado está nas mãos do crime organizado.

“A nossa missão é resgatar o Estado do Rio das mãos do crime organizado. O resultado está aparecendo de forma satisfatória. O narcotráfico utiliza as comunidades como escudo. Atiram em policiais e nas pessoas. O crime organizado tem mantido a barbárie como uma de suas bandeiras. Nós estamos conseguindo combater porque os policiais militares e civis estão trabalhando.”

Fonte: Rio de Janeiro/G1

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