20 de fevereiro: Criação do Correio Aéreo Nacional – Por Raimunda Gil Schaeken

Professora Raimunda Gil Schaeken (AM)

A Aviação Militar organizou e se encarregou de transportar o primeiro Correio Nacional, em 1931, com a denominação de Serviço Postal Aéreo. Esse foi o primeiro passo. Formou-se depois o Correio Aéreo Militar, o Correio Aéreo Naval e, finalmente, o Correio Aéreo Nacional que passou a funcionar sob a sigla CAN. Os objetivos eram principalmente:
1.Adestramento do pessoal navegante da Força Aérea Brasileira, mantendo a eficiência dos pilotos e a prática da aviação aérea;

Professora Raimunda Gil Schaeken (AM)

2.Facilitar as comunicações entre os vários estabelecimentos do Ministério da Aeronáutica situados nos Estados e entre esses estabelecimentos e o próprio Ministério da Aeronáutica;

3.Facilitar as ligações das populações do interior do país com os centros populosos e as capitais;

4.Manter uma rede de campos de pouso, estações de rádio e abastecimento de gasolina pronta a ser utilizada pela Força Aérea Brasileira;

5.Facilitar a atuação do Governo Central em prol da unidade e do desenvolvimento econômico do país.

O CAN cresceu muito e hoje conta com uma frota de aviões moderníssimos e serve, através de viagens regulares, mais de 200 cidades brasileiras, principalmente as capitais principais da América, Europa e Oriente Médio, mantendo serviço regular de correio diplomático e transporte de passageiros e de carga.

EDUARDO GOMES É considerado uma das figuras mais respeitáveis, tanto das Forças Armadas Brasileiras como da política, reformado no posto de Marechal-do-Ar em 1961.

Após a Revolução de 1930, desempenhou papel importante na criação do Correio Aéreo Nacional e comandou o 2º Regimento de Aeronáutica. Comandante da 1ª e 2ª Zonas Aéreas de 1944, participou do serviço de patrulhamento do Oceano Atlântico. Em 1954, ocupou a pasta da Aeronáutica.

Patrono da Força Aérea Brasileira e ministro da Aeronáutica por duas vezes, no governo Café Filho (24 de agosto de 1954 a 11 de novembro de 1955) e no governo Castelo Branco (11 de janeiro de 1965 a 15 de março de 1967).

Com formação em aviação militar, foi um dos sobreviventes da Revolta dos 18 do Forte em 1922, marco inicial do tenentismo, quando foi ferido gravemente. Participou da Revolta Paulista de 1924. Foi preso quando se dirigia para integrar a Coluna Prestes. Foi solto em 1926 e novamente preso em 1929, voltou à liberdade em maio de 1930, a tempo de participar das ações que viriam a derrubar Washington Luís, após o fracasso eleitoral da Aliança Liberal.

Em 18 de setembro de 1932, foi o responsável pelo bombardeio à Estação Ferroviária de Campinas, que resultou na morte do menino Aldo Chioratto.

Com a subida ao poder de Getúlio Vargas, trabalhou na criação do Correio Aéreo Militar, que viria a se tornar o Correio Aéreo Nacional. Em 1935, comandou o 1º Regimento de Aviação contra o levante conhecido como Intentona Comunista. Em 1937, com a decretação do Estado Novo exonerou-se do comando, continuando, contudo na carreira militar.

Em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi promovido a brigadeiro. Participou da organização e construção das Bases Aéreas que iriam desempenhar importante papel no esforço dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. No final do Estado Novo, candidatou-se às eleições presidenciais, marcadas para dezembro de 1945, formando em torno de si a União Democrática Nacional (UDN). Durante o período eleitoral, eram vendidos doces para angariar fundos para apoiar sua campanha; esses doces ficaram conhecidos posteriormente com o nome da patente do candidato: brigadeiros. Foi derrotado pelo general Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra de Vargas.
Em 1950, foi novamente candidato à presidência da República pela UDN, sendo dessa vez derrotado pelo próprio Vargas. Foi um dos líderes da campanha pelo afastamento de Vargas após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954. Com o suicídio de Getúlio Vargas, assumiu o ministério da Aeronáutica no governo de Café Filho (1954–1955). Em 1964, participou do golpe militar que depôs o presidente João Goulart.

Homem integrado na vida do país, não poderia deixar de tomar parte em todos os movimentos políticos com objetivos de melhoria e aperfeiçoamento da nossa sociedade.

Em sua homenagem, o moderno aeroporto de Manaus-AM recebeu o nome de Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Em 2012, uma portaria da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC alterou e renovou a inscrição do aeródromo em seu cadastro. A partir de então, passou a denominar-se Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes.

Homem de princípios, de uma integridade a toda prova, tendo sempre colocado em risco sua carreira e sua vida na defesa daquilo que acreditava. Faleceu no dia 16 de junho de 1981.(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas –ALCEAR).

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