
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), com apoio da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apresentou nesta segunda-feira (25/05) o resultado da Operação Segurança Presente, que apreendeu cerca de 700 quilos de drogas, entre skunk e cocaína. O prejuízo estimado ao narcotráfico é de R$ 12,8 milhões.
Durante a coletiva, o delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, destacou a integração entre as forças de segurança no combate ao crime organizado, principalmente devido aos desafios das fronteiras do Amazonas.
Segundo o delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc, a primeira apreensão ocorreu nos dias 19 e 20 de maio, em Novo Airão, onde foram encontrados 264 quilos de skunk escondidos em áreas de mata na rodovia AM-352. A droga, avaliada em R$ 5 milhões, estava sob posse de dois suspeitos que fugiram ao perceber a chegada das equipes policiais.
Conforme o delegado Juan Valério, coordenador da Core-AM, a operação contou com apoio de cão farejador devido à dificuldade de acesso ao local. O grupo criminoso já vinha sendo monitorado e utilizava sítios abandonados para armazenar os entorpecentes.

A segunda apreensão ocorreu em Manaus, durante ação integrada entre Denarc, PRF e Receita Federal, que resultou na apreensão de 400 quilos de drogas — 320 quilos de skunk e 80 quilos de cocaína — além da prisão em flagrante de dois homens no bairro Ponta Negra, zona oeste da capital.
De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam como caminhoneiros no transporte de drogas oriundas da tríplice fronteira. Os entorpecentes estavam escondidos em tonéis com óleo diesel, método utilizado para dificultar a fiscalização.
O chefe da 1ª Delegacia da PRF em Manaus, Chardson Costa, ressaltou a importância da atuação integrada das forças de segurança para identificar veículos suspeitos e combater o tráfico de drogas.
A dupla foi autuada por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Após audiência de custódia, as prisões foram convertidas em preventivas e os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.




