
O governo federal anunciou medidas para investigar casos de violência política registrados após as eleições. O levantamento inicial contabiliza 45 ocorrências e 47 vítimas, incluindo 10 mortos, entre eles três indígenas.
Segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, os casos começaram no último fim de semana e aumentaram após a divulgação do resultado eleitoral. As ocorrências incluem agressões físicas, esfaqueamentos, atropelamentos intencionais, disparos de arma de fogo e suspeitas de violência policial.
Entre as medidas anunciadas estão o acionamento da Polícia Federal para investigar crimes de competência federal e a articulação com o Ministério Público. Nos casos que envolvem agentes públicos, corregedorias policiais e Ministérios Públicos estaduais também serão comunicados para avaliar as providências cabíveis.
“Isso não cabe na democracia, isso é próprio de barbárie”, declarou Boulos ao condenar a violência motivada por divergências políticas.
Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina concentram o maior número de registros. Os dados ainda podem ser atualizados.
O Ministério da Justiça também apura denúncias de crimes eleitorais, racismo e ataques nas redes sociais. Já a Secretaria Nacional de Acesso à Justiça encaminha à Polícia Federal denúncias de violência política contra candidatas e eleitoras. O governo também atua na proteção de comunidades indígenas em áreas de conflito, em parceria com os ministérios responsáveis e a Força Nacional de Segurança Pública.




