
O ‘asfalto eleitoral’ de Eduardo Braga pode não ser aplicado no solo da BR-319 conforme o calendário anunciado insistentemente pelo senador
O jornalista Ronaldo Aleixo escreveu na coluna de opinião do portal Chumbo Grosso um texto realista sobre a ‘repetição da história’ de pelo menos quatro décadas, dos pseudos donos do infalível projeto de revitalização da BR-319. Curioso, acontecendo, coincidentemente, em épocas de eleições majoritárias.
Aleixo disse: “a história se repete. Com a proximidade das eleições de 2026, a BR-319 ressurge nos discursos políticos como a “tábua de salvação” do Amazonas. Desta vez, o senador Eduardo Braga (MDB) encabeça a narrativa, utilizando a publicação dos recentes editais do DNIT como troféu de uma batalha que, na realidade, está longe de um armistício”.
Fim de mandato
O ‘alvoroço’ do senador em fim de mandato vem sempre acompanhado de alguma sinalização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) do Governo Federal, sobre verbas para concluir ou não a tão necessária obra da BR-319.
Desta vez, Eduardo Braga foi ao limite da tentativa de convencimento do eleitorado amazonense, depois que o Dnit anunciou investimento na ordem de R$ 1,3 bilhão, com edital publicado no último dia 13/04.
Fim de mandato porque Eduardo Braga ou sai vencedor desta eleição 2026, ou volta para casa sem a “benesses” e do poder de barganhar cargos e emendas de que desfruta desde 2010, quando passou a representar o Amazonas no Senado, após uma trajetória como prefeito de Manaus e governador do Estado. Por sinal, administrações bastante comentadas.
Cheiro de Mentira Eleitoral
Continuando, o jornalista questiona a promessa de que “agora vai”.
De acordo com ele e para os mais experientes analistas políticos do Amazonas, a obra esbarra em uma matemática simples e implacável: os editais publicados em 13 de abril de 2026 preveem 36 meses (3 anos) para a pavimentação de 339 km do Trecho do Meio. Ou seja, mesmo no cenário mais otimista, sem chuvas atípicas e com máquinas roncando amanhã, a obra só terminaria em 2029.
Vender isso como uma realização de 2026 é subestimar a inteligência do eleitor amazonense. É o uso de uma necessidade vital do nosso estado como “moeda de troca” para as urnas, ignorando que o cronograma técnico atropela o calendário político.
No texto opinativo, Ronaldo Aleixo aborda temas bastantes previsíveis como: transparência pública, vulnerabilidade jurídica, fragilidade das liminares e, provavelmente, um novo cenário político no Brasil, que podem colocar por terra toda as promessas e afirmativas de que a BR-319´é uma obra viabilizada pelo prestimoso empenho do Senador Eduardo Braga, às vésperas das eleições no Brasil.
A BR-319 não precisa de “bandeiras de campanha”, precisa de segurança jurídica
Enquanto o discurso focar em inaugurar placa de obra que só termina em outro mandato, continuaremos atolados na lama da desinformação. O asfalto que o senador promete hoje tem cheiro de tinta fresca de santinho eleitoral, mas a durabilidade pode não passar do domingo de votação.
Contraditório
Para assegurar o equilíbrio editorial e o cumprimento dos preceitos éticos do jornalismo profissional, o Portal Correio da Amazônia reafirma o compromisso do contraditório, respeito à legislação e o princípio da ampla defesa. Sendo assim, este espaço permanece aberto ao senador Eduardo Braga e à sua assessoria jurídica e de comunicação para esclarecimentos se assim o desejarem.




