A Rocam não vai à ‘Marcha da Maconha’ para proibir a manifestação, em Manaus

Como seria viver num Brasil com a maconha legalizada - foto: divulgação

Em nota, a Associação de Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar do Amazonas vem a público desagravar os policiais militares do Estado do Amazonas pelas ilações do Senhor Luis Carlos Valois, onde em sua publicação na rede social facebook acusou levianamente que policiais em busca de promoção pessoal fizeram “memes” ameaçando a “Marcha da Maconha Manaus”, que acontecerá nesse sábado, dia 1º de junho, às 14 horas, em frente ao Teatro Amazonas, Praça São Sebastião.

O que é mais grave, acusou ainda de que teriam a intenção de “ameaçar, agredir e bater em manifestante que defende o uso de uma planta medicinal” qualificando-os como “burrice histórica, social e política”.

Nada se revela mais nocivo e perigoso que a pretensão de qualquer pessoa em proibir a livre manifestação, inclusive daqueles que são contra a descriminalização da maconha, contudo, importante ressaltar que o evento não poderá se tornar um espaço público imune a fiscalização do Estado.

O indivíduo é livre para posicionar-se publicamente a favor da exclusão da incidência da norma penal sobre o consumo de drogas, mas não é livre ao consumo de entorpecente propriamente dito e independente de qualquer autoridade que a pessoa possa estar investida, a polícia estará para garantia da lei e da ordem, sob todos os aspectos.

Cabe ressaltar que um “meme de internet” é uma expressão hoje tida como cultural, utilizada para descrever um conceito de imagem relacionado ao humor que se espalha pela internet, surgida em muitos casos por acaso ou por paródias, mas com a clara intenção de ser uma forma de marketing viral.

Meme sugerindo que a Rocam iria combater à força, a manifestação – foto: recorte

E fica a pergunta: com que propriedade pode-se afirmar que algum policial possa ter feito tal “meme”? Portanto, o nobre magistrado ofensor deve receber o nosso mais veemente repúdio, para que possa medir suas palavras quando se dirigir a policiais militares que lutam diariamente, contra todas as formas de violência proporcionadas pelo aumento da criminalidade e da impunidade, que mata milhares de policiais ao longo dos anos no Brasil, onde somos o país que mais mata policiais. Tentar “lacrar” nas redes sociais ou fazer “chacota” em cima dessa estatística é inconcebível.

Policial é trabalhador, servidor público e precisa ser valorizado e respeitado, inclusive com suas histórias que jamais deveriam ser confundidas. Respeite o legado de Candido José Mariano, o patrono das Rondas Ostensivas Cândido Mariano que deu seu nome à ROCAM, patrimônio do povo amazonense, não confundido jamais com outro baluarte da história de nosso país, o Marechal Candido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon.

Emerson Figueiredo de Barros – TC Pres da AOPBMAM

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