A tempestade e o copo que não era de água – por Maria Ritah

Ilustração cedida pela autora do texto

Eu não sei vocês, mas quando penso que eu descobri o sentido da vida, a vida muda e fico na mesma posição.
Estranhamente neste período fantástico do mundo das informações, meu cérebro está mais ocupado em tentar descobrir o que eu preciso saber e o que posso ignorar e isso está ficando exaustivo.
Desisto! Não tenho neurônios para isso. (rindo alto hahaha).
Mas, voltando ao que interessa, quando uma pessoa começa a discursar sobre sentido da vida, de cara se sabe que há ali uma crise existencial. A C E R T O U.
Gente, eu uso por demais mídias sociais. Adoro elas, e agradeço pela quantidade de profissionais que divulgam seus trabalhos, fazem cursos de graça, e-books e etc.
Sou uma consumidora nata de conteúdos gratuitos (não me julguem haha ), mas se há disponibilidade, porque não? E entre uma palestra e outra, vou chegando a conclusão que quanto mais as coisas mudam, mas eu sou a mesma. Será que sou só eu que sente isso?
Quando alguém me falava de mudança, eu já imaginava um caminhão cheio de coisas indo para outro lugar, viagens ou a pessoa mudava alguma coisa fisicamente nela ou de profissão, sei la! Confesso para vocês que meu senso de desenvolvimento baseia-se na ilusão de que as coisas vão continuar iguais e que dentro desta tempestade talvez eu possa aprender a ter um pouco de controle sem que os fins justifiquem os meios. Como dizem os gurus, o caminho é melhor que a chegada. Ou algo assim, não lembro.

Ilustração enviada pela autora do texto – divulgação
Mas, a grande verdade é que para quase todo mundo (eu me incluo aqui) a vida é uma mistura de problemas não-resolvidos, vitórias e derrotas mescladas com momento de paz.
Ás vezes, acho que cometo o crime de não falar das minhas tempestades e, e me pego dando a falsa impressão de que sou rica, não tenho problemas e se os tenho, resolvo logo. Pareço legal, mas…..!!!! hahaaha Gente, não!
É por ter muita tempestade que vivo pensando no mar calmo e o sentido da vida. Eu vejo o mundo a minha volta, e minha ilusão é que estou sozinha num barco furado. Alguém tece um comentário, “Não ligue, fulano está com um problema”, isso ilustra bem que ter um problema é uma fraqueza pessoal, e falar disso então, te afasta das pessoas.
Eu sei que o normal é ter problemas. É ter dificuldade. É ter vida. Só estamos aqui porque algum ancestral nosso morreu correndo, pulando atrás de uma caça. Caçou, lutou, fugiu e alguns sobreviveram.
Então, amigos, está tudo bem a tempestade vir e derrubar meu barco, fazer banzeiro e alagar meu quintal. Sem neuroticismo, é bom saber que tempestade também passa!
Passo para vocês, beijos Maria Ritah…
*Maria Ritah é ultramaratonista, cronista e influenciadora digital

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