
A defesa do candidato de extrema-direita à presidência fez pelo menos 4 pedidos ao STF em julho, conforme revelou a ‘Folha de S. Paulo’; o escândalo do filme Drak Horse chegou de vez em Flávio Bolsonaro (PL).
Os advogados de Flávio Bolsonaro (PL) pediram pelo menos quatro vezes ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as investigações sobre o caso do filme Dark Horse (“azarão”), sobre a vida do presidiário Jair Bolsonaro (PL), saíssem do gabinete do ministro Flávio Dino e passasse para as mãos de André Mendonça.
Os pedidos, que foram protocolados entre os dias 13 e 29 de julho, foram revelados neste sábado 12 pelo jornal Folha de S. Paulo. A alegação, em linhas gerais, era de que outras petições relativas ao caso já estavam sob a relatoria de Mendonça. Os pedidos não foram acatados e as investigações seguiram no gabinete de Dino.
Esperneando
A defesa do filho de Flávio Bolsonaro esperneou, e até chegou a acusar o STF de tentar manipular as investigações ao entregar ao ministro Flávio Dino a relatoria de parte das investigações.
Entre as quatro petições reveladas, duas foram encaminhadas ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo. As outras duas foram protocoladas no gabinete do próprio ministro Flávio Dino.
“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Ministro Flávio Dino para os fatos”, afirma outra petição da defesa, revelada pelo G1.
Pedido de Flávio
As investigações sobre o filme do ‘azarão’ caminham em diversas frentes. Em uma delas, são apurados os repasses de mais de R$ 60 milhões feitas para o filme por Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro.
Também são investigados o uso desses recursos para bancar a fuga e permanência do outro filho do presidiário, Eduardo Bolsonaro nos EUA. Além disso, também há averiguações sobre emendas parlamentares para empresas ligadas à produção do filme.




