Amadeu, Arthur e Geraldo Teixeira: Uma saga de sucesso – por Dudu Monteiro de Paula

A Lenda Amadeu Teixeira - Foto: Reprodução

Final dos anos 30.

O futebol brasileiro tinha forte influência do América do Rio de Janeiro. Que serviu de inspiração para milhares de jovens do Brasil.

Aonde as ondas do rádio (a “caixinha mágica”), alcançaram destacando a garra e o talento dos jogadores cariocas, com emocionantes narrações, sonhos tornaram-se realidade.

No Amazonas, dois irmãos se apaixonaram pela cor da camisa e o belo hino do clube carioca. Amadeu e Arthur Teixeira criaram o América do Amazonas.

Um clube vibrante, no período do futebol amador. Em 81 anos de existência: 06 títulos estaduais, sendo: 04 no futebol amador (51/52/53/54) e 02 no profissional (1994 e 2009).

Em 2009, disputou a Série D do Campeonato Brasileiro, sagrando-se Vice-Campeão. Porém, foi traído e abandonado pelos dirigentes do futebol amazonense. Talvez, uma das maiores injustiças no futebol nacional.

Punido com a desclassificação, por um INEXPLICÁVEL erro, até hoje não aclarado e nem apontado o verdadeiro CULPADO. Em seguida, as autoridades que assumiram o compromisso financeiro com o clube, viraram as costas e levaram o clube à falência.

Um triste e lamentável golpe no futebol do Amazonas.

O SEU AMADEU dirigiu o clube como Técnico durante 50 anos e entrou no Livro dos Recordes (GUINNES BOOK).

Detalhe, o único ano que Seu Amadeu não dirigiu o “MEQUINHA” foi em 2009. A equipe foi comandada por Sérgio Duarte, sob o presente e atento olhar do Seu Amadeu.

Desde o início foi um clube multifacetado, com participação em vários esportes: corrida pedestre, tênis de mesa e outros, com destaque especial nas corridas ciclísticas, como a Agnaldo Archer Pinto.

“Nosso Velho” Amadeu, utilizava o próprio caminhão de venda de querosene, para transportar e balizar a corrida, com largada na longínqua e bela Ponte da Bolívia. À época uma estrada de barro, hoje um igarapé poluído no entorno da barreira, passagem para a BR 174 e AM 010.

Nos anos 60, foi pioneiro no Estado ao criar um time de futebol feminino. ACREDITEM, foi obrigado a dissolver a equipe, pois, as autoridades da época não achavam apropriado: “mulher jogar futebol”.

No fim dos anos 60, o América tinha campo próprio, onde hoje fica o Hospital Getúlio Vargas (HUGV). O governo propôs a troca: o “MEQUINHA” passaria o terreno à UFAM e o governo faria o arrendamento do PARQUE AMAZONENSE de propriedade da Maçonaria, que passaria a ser administrado pelo clube.

Os anos passaram e com eles, os governos. Nesse ínterim, um empresário comprou o local da Maçonaria e o Seu Amadeu foi obrigado a sair da sua casa esportiva.

O América é socio fundador de QUASE TODAS as Federações do Amazonas.

Muito mais que o nome de Arena Esportiva: SEU AMADEU é exemplo de cidadão, justo, correto, honesto e prestativo.

Sua História o torna um herói, que nunca abriu mão de seus princípios e objetivos. Gravando com destaque seu nome, no coração de milhares de pessoas conquistadas por ele.

Tenho orgulho e a honra de ter convivido com ele e aprender sobre o Amor a Vida.

Geraldo Teixeira – Foto: Reprodução

P.S. A Família Teixeira ainda daria ao Amazonas, um dos maiores nomes do esporte amazonense: o Professor Geraldo Teixeira, filho de Arthur. Seguramente, o maior Técnico de Esportes da História do Amazonas (mas esta é outra História, que contarei em breve).

Por hoje é só! Semana que vem tem mais! Fuuuiiiiii!

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