
A Amazônia, onde os rios são essenciais para o transporte de pessoas e mercadorias, deve concentrar parte dos investimentos previstos pelo governo federal para ampliar a infraestrutura hidroviária do país. A previsão é que, no primeiro semestre de 2027, sejam realizados leilões para a concessão de seis hidrovias, entre elas a do rio Madeira e a do rio Tapajós.
O pacote também contempla os rios Paraguai e Tocantins, além da Hidrovia Verde e da Hidrovia da Lagoa Mirim. A expectativa é aumentar a eficiência no escoamento de cargas, reduzir custos logísticos e fortalecer corredores estratégicos de integração nacional.
O anúncio reacende o debate sobre o aproveitamento do potencial hidroviário brasileiro. Embora o país possua uma das maiores redes hidrográficas do mundo, ainda utiliza apenas parte dessa estrutura para o transporte de cargas e passageiros. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apontam que o Brasil dispõe de cerca de 42 mil quilômetros de vias navegáveis, mas explora menos de 20 mil quilômetros.
Em 2025, a movimentação pelas vias interiores alcançou 145 milhões de toneladas, alta de 12,4% em relação ao ano anterior, o que evidencia o potencial de expansão do modal.




