
A “reserva de confiança” que o ex-governador Wilson Lima (União Brasil), tinha acumulado nos primeiros anos do seu governo, parece ter terminado de forma melancólica, esquecido ou simplesmente ignorado pela população mais festeira do Amazonas.
A comemoração do aniversário do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), realizada na noite de 26 de junho, na Praça Digital, na cidade Turísitica de Parintins, foi descrita por participantes e observadores e orgãos de imprensa como um evento melancólico, contrastando com as grandes mobilizações, que marcaram o período em que ainda estava sentado na cadeira de governador do Amazonas.
Em Parintins, ao aproximar de transeuntes o ex-governador era visto com muita discrição, sem entusiasmo ou quase evitando o tradicional ‘aperto de mão de políticos em período eleitoral’, como querendo cobrar atos e atitudes de um ex-governo impopular e não operacional.
Wilson bolsonarista
A imagem pública do político que governou o Estado por ‘longos 7 anos’, quase uma eternidade, foi destruída por escândalos, promessas não cumpridas ou medidas impopulares. Wilson Lima, registrou sua maior perda de popularidade e os piores índices de rejeição na capital, em Manaus. Pesquisas de opinião mostram um forte contraste regional, onde sua desaprovação superou a marca de 50% concentrada na região metropolitana.
No entanto, dados apontaram que a maior rejeição de Wilson Lima partiu de eleitores alinhados ao campo bolsonarista, enquanto sua base de maior aprovação que era concentrada entre os eleitores identificados como lulistas, diluiu depois da subida de palanque de Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo.
O que parecia ser o ‘pulo do gato, virou um pesadelo sem volta, o tiro no pé, um governo sem identificação partidária e desalinhado com o poder central do País. Até se ver no centro do maior escândalo financeiro do Brasil, o caso Daniel Vorcaro e sua autorização de repasse de R$ 50 milhões dos aposentados (Amazonprev) para o liquidado Banco Master.
Embora apoiadores tenham destacado o encontro como uma confraternização, críticos afirmam que o evento evidenciou o desafio de Wilson Lima manter o mesmo prestígio político fora do cargo. O de que terá de reconstruir sua proposta política após deixar o governo.
Wilson Lima implorando por um aperto de mãos:
Da Redação




