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ANP confirma presença de petróleo em propriedade rural no interior do Ceará

Foto: Recorte

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmou que a substância escura encontrada em uma propriedade rural no interior do Ceará é petróleo cru. O resultado foi divulgado após análises laboratoriais realizadas pelo órgão federal em amostras coletadas no município de Tabuleiro do Norte.

O líquido foi descoberto em março deste ano em um sítio pertencente à família do agricultor Sidrônio Moreira, durante perfurações feitas para a construção de poços artesianos. Segundo os relatos, os trabalhadores encontraram uma substância escura, viscosa, inflamável e com forte odor em vez de água subterrânea.


Após a confirmação, a ANP abriu um processo administrativo para avaliar o potencial geológico da área e estudar a possibilidade de inclusão do local na Oferta Permanente de Concessão (OPC), modalidade utilizada pelo governo federal para leiloar áreas destinadas à exploração de petróleo e gás natural.

Apesar da descoberta, a agência destacou que ainda não há prazo para conclusão dos estudos e que a inclusão da área em futuros editais dependerá de avaliações técnicas, ambientais e aprovações de órgãos competentes.

Antes do laudo oficial, análises preliminares feitas por pesquisadores do Instituto Federal do Ceará e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido já apontavam que o material possuía características semelhantes ao petróleo encontrado na Bacia Potiguar.

Técnicos da ANP e da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará visitaram a propriedade, recomendaram o isolamento da área e recolheram amostras para exames complementares. O caso chamou atenção após a família relatar que a substância apareceu em duas perfurações realizadas no terreno.

Mesmo com o petróleo localizado em propriedade privada, a legislação brasileira determina que os recursos minerais do subsolo pertencem à União. Caso a exploração comercial da área seja autorizada futuramente, os proprietários poderão receber compensações financeiras previstas em lei, mas não terão direito à comercialização direta do produto.

A família informou que, apesar do interesse despertado pela descoberta, não pretende vender o sítio onde vive há mais de duas décadas.

Fonte: g1

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