AP: ‘Trabalho por eles’, diz pai que pagou estudo dos filhos vendendo peixes

"Seo" Dulval vende peixe pra sustentar os filhos/Foto:
"Seo" Dulval vende peixe pra sustentar os filhos/Foto:
“Seo” Dulval vende peixe pra sustentar os filhos/Foto: Dyepeson Martins/G1

“Trabalho por eles”, declarou o peixeiro Dulval Dias, de 63 anos, ao referir-se ao tempo dedicado ao estudo dos seis filhos. O idoso relata com orgulho sempre ter sustentado a família com a venda de peixes em uma feira no bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá. Para o Dia dos Pais, celebrado no domingo (10), ele afirma que o maior presente será ter a oportunidade de também ajudar na formação profissional dos quatro netos.

Dulval é peixeiro há 27 anos e diz que os filhos, que têm entre 40 e 22 anos, sempre frequentaram o ambiente onde trabalha diariamente das 8h às 21h.

“Eles sempre ficaram do meu lado. Eu os ajudei em tudo, tenho um filho professor e outro bombeiro, os outros estão concluindo a faculdade ainda e eu pretendo ajudá-los até quando for preciso. Se os meus netos precisarem eu também vou ajudar a pagar os estudos deles”, ressaltou.

A saúde e energia para trabalhar foram fatores que contribuíram para que o peixeiro enfrentasse as dificuldades financeiras “com alegria e fé”, conforme destacou. “Se as vendas estavam ruins eu aumentava o tempo de trabalho e dava um jeito. Meus filhos são o que há de mais importante para mim e é por eles que eu sempre trabalhei”, reforçou o pai.

O orgulho de ter ajudado no estudo dos filhos está também presente nas declarações de José Levir da Silva, de 47 anos. Foi com a venda de peixes que ele diz ter garantido que os três filhos, de 26, 24 e 14 anos, estudassem e ingressassem em uma faculdade. O pai perdeu a mulher há 12 anos e diz “ter feito o possível” para dar o melhor para a família.

“Tudo foi muito difícil, mas as dificuldades não podem nos abalar. Sou muito feliz com os meus filhos, a gente ganha de presente sapato, camisa, mas nada é melhor do que está com eles”, comentou o peixeiro, que trabalha há 25 anos na Rampa do Açaí, no bairro Santa Inês, Zona Sul da cidade.(G1)

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