
A crise envolvendo o treinador Melqui Galvão provocou uma forte reconfiguração no cenário do jiu-jitsu nacional nos meses de abril e maio de 2026. Após sua prisão, sob acusações de abusos sexuais contra alunas, a academia BJJ College, até então liderada pela família, passou a enfrentar uma onda de desfiliações de atletas.
Diversos nomes de destaque anunciaram publicamente o rompimento com a equipe. Entre eles, o multicampeão Diogo Reis, que afirmou não ser mais possível permanecer diante da gravidade dos fatos. O faixa-preta Yuri Hendrex também oficializou sua saída, assim como Emanuel Oliveira, conhecido como “Big Big”, reforçando o movimento coletivo de distanciamento.
Diante da repercussão negativa e do desgaste da marca, o campeão Mica Galvão anunciou o encerramento das atividades da BJJ College. Como alternativa, lançou uma nova equipe, a Mika Jiu-Jitsu, em uma tentativa de reconstruir sua trajetória profissional longe da imagem associada ao caso.
Em seu posicionamento público, Mica afirmou estar abalado com a situação, destacando o impacto pessoal como filho, ao mesmo tempo em que repudiou qualquer tipo de violência contra mulheres e menores. Ele também declarou acompanhar o andamento das investigações.
Além das saídas de atletas, o caso teve desdobramentos institucionais. Entidades como a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation determinaram o banimento de Melqui Galvão de competições oficiais.
Embora a equipe já tivesse registrado saídas relevantes em 2023 — como as dos faixas-pretas Fabrício Andrey, Luiz Paulo e Brenda Larissa —, aquele movimento ocorreu em contexto distinto e sem relação com as denúncias recentes.
A debandada atual evidencia o impacto do escândalo no esporte e a tentativa de atletas e profissionais de se desvincularem de um episódio que ganhou repercussão nacional.




