Belém completa 404 anos com o principal cartão-postal à espera de reforma

Foto: Reprodução

Os cheiros e sabores que fizeram da gastronomia de Belém uma referência internacional passam pelo Mercado do Ver-o-Peso. O lugar, que é passeio turístico obrigatório, atrai milhares de pessoas todos os dias. Considerada a maior feira livre da América Latina, o espaço é conhecido pela variedade de frutas, comidas, carnes, peixes, artesanatos. É possível encontrar de tudo um pouco, acredite.

O Ver-o-Peso é o local da tradicional celebração de aniversário da capital, onde é repartido o bolo gigante em cada dia 12 de janeiro. Neste domingo, quando a cidade chega aos 404 anos de fundação, o cenário é emblemático. Se por um lado o mercado é o maior cartão-postal de Belém, é também retrato do abandono: o Ver-o-Peso aguarda por reformas há mais de 15 anos.

De acordo com a administração municipal, a licitação foi concluída e a reforma do complexo inclui o Solar da Beira, que já está em obras. Ainda assim, quem visita ou trabalha no mercado não está contente com a rotina de abandono. Caio Maia, repórter do G1 PA, foi ouvir os feirantes para entender o que mais incomoda a quem precisa do Ver-o-Peso todos os dias.

Foto: Reprodução/ TV Liberal

O que mais chama atenção de quem passa pelo mercado do Ver-o-Peso é a falta de higiene. O local onde se vendem comidas típicas, ervas e frutas está completamente tomado pelo mofo e lama. Garantir a conservação dos materiais é uma dificuldade.

As lonas que cobrem as barracas estão sujas e furadas. Por conta disso, as goteiras se espalham pelo mercado. Muitos feirantes tentam remediar o problema com alguns remendos, mas isso não é o suficiente. A água escorre pelos pilares que sustentam as lonas e se acumulam no chão. Essa água, misturada com restos de alimentos, cria um ambiente de odor forte, que incomoda as pessoas e atrai insetos.

Os pilares, inclusive, também estão bastante deteriorados. A fundação da estrutura está cedendo, abrindo espaço para buracos que podem causar acidentes para a população. O mau estado de conservação já fez com que a grade de proteção da orla cedesse, em 2016. O trecho de 100 metros perto do setor hortifrutigranjeiro ficou desprotegido. Um risco iminente a quem circula pelo local.

A estrutura do piso do mercado está comprometida em vários outros pontos. A impressão que dá é de que o mercado centenário não resiste mais a ação do rio, que banha a capital. A estrutura da calçada já cedeu em alguns locais e compromete o trânsito de trabalhadores e visitantes.

Além disso, turistas e feirantes denunciam as péssimas condições do único banheiro público da feira, que atende as mais de 50 mil pessoas que circulam pelo local diariamente. O local está sem reforma há muito tempo. Feirantes dizem que não há limpeza regular no local e que o odor forte de urina chega a afastar os fregueses. Em muitos casos, os trabalhadores do lugar preferem atravessar a feira e utilizar o banheiro da Estação das Docas, próximo ao complexo.

Fonte: G1

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