
O tradicional bloco “Nem com uma Flor” deu o pontapé inicial para o carnaval de Recife e Olinda, neste sábado (15), com um forte discurso em defesa dos direitos das mulheres. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve presente e destacou a importância da mensagem do bloco, que significa que a violência contra a mulher, nem mesmo “com uma flor”, é inaceitável.
Reforço ao combate à violência
A ministra expressou sua felicidade em iniciar o carnaval no Recife e Olinda, ressaltando a honra de ser homenageada por um bloco histórico. “Não se bate nas mulheres, não se viola nenhum direito, nem com uma flor. E essa homenagem não é minha pessoalmente, é fruto de todo o trabalho do nosso governo, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que dialoga com os homens e está determinado nesta luta para que a gente ponha fim a qualquer tipo de violência contra a mulher, ainda mais ao feminicídio”, declarou Lopes.
Márcia Lopes também aproveitou a ocasião para reforçar a campanha “Se liga ou eu ligo 180”, do Ministério das Mulheres. A iniciativa visa mobilizar a sociedade a não se omitir diante de situações de assédio e violência, incentivando denúncias através do Ligue 180 e, em casos de urgência, pelo 190.
Central da Mulher no Carnaval
Antes do desfile, a ministra visitou a Central da Mulher no Carnaval, um espaço instalado pela Secretaria da Mulher do Recife. Localizada na Rua do Bom Jesus, 147, no Bairro do Recife, a central funcionará de 12 a 17 de fevereiro de 2026, das 16h às 2h, oferecendo acolhimento, orientações e encaminhamentos à rede de proteção para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Encontro em Olinda
A agenda da ministra em Pernambuco incluiu ainda um encontro em Olinda com o Coletivo Mulher Vida, movimentos sociais e parlamentares da região metropolitana. Durante o encontro, a assistente social e educadora Rosana França, coordenadora do Coletivo Mulher Vida, ressaltou os 35 anos de atuação da organização no enfrentamento à violência doméstica, sexual e sexista.
“Temos feito um trabalho em Olinda e Recife para atender mulheres vítimas de violência e suas famílias. A gente acredita que viver sem violência é possível”, afirmou França.
A ministra Márcia Lopes enfatizou que o enfrentamento à violência contra as mulheres requer ações estruturantes e permanentes. “Estamos falando de um tema que é tão complexo, que é uma chaga com raízes profundas. O machismo, a misoginia e as consequências do patriarcado são uma questão mundial, da América Latina e do Caribe, e do nosso país. Precisamos enfrentar isso de forma articulada entre governos e sociedade”, concluiu.
Com informações da Agência Gov




