Bolsonaro vai se reunir com Queiroga para tratar de “nova cloroquina”

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Ao deixar o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na manhã deste domingo (18/7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que se reunirá com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta segunda-feira (19/7), para discutir a aplicação de novo medicamento para a Covid, uma “nova cloroquina”.

“Tive acesso a estudos do CDC, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, sobre a proxalutamida”, explicou.

“[A proxalutamida] já existe no mercado, ainda sem forma legal e comprovação científica, mas tem curado pessoas com Covid”, defendeu. “Vamos fazer um estudo disso aí e apresentar. Nós temos que tentar, como já sempre disse. Na guerra do Pacífico, não tinha sangue para os soldados, e resolveram botar água de coco e deu certo”, acrescentou o mandatário.

O chefe do Executivo nacional teve alta depois de quatro dias internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar de uma obstrução intestinal. “Falar em medicamento contra a Covid virou coisa de criminoso”, pontuou o presidente, na saída, ao se dirigir ao pastor Valdemiro Santiago, que o acompanhou na alta médica.

Bolsonaro disse que o novo medicamento será testado de forma emergencial. “Se a minha mãe tiver um quadro grave de Covid, eu vou autorizar ela a ser submetida a um tratamento com proxalutamida”, frisou.

O titular do Planalto também atribuiu a alta de quadros graves de Covid ao pânico que algumas pessoas desenvolveram em relação à doença. “O que mais mata de Covid é a obesidade, em segundo lugar, é o pânico. Então quem está com pânico, com pavor da doença, tem mais chance de evoluir para um quadro mais grave.”

Na saída, o presidente voltou a criticar o imunobiológico contra Covid-19. “A vacina ainda está em fase experimental com autorização de uso emergencial por parte da Anvisa”, ressaltou.

Segundo o mandatário da República, nenhum erro foi cometido na gestão da pandemia no Brasil. “Eu vou estar em uma fila. Tem 200 caras atrás de mim. Eu, como chefe, aprendi no Exército que primeiro vem o subordinado. Depois, se todos vacinarem, chegará a minha vez”, destacou o presidente, ao confirmar que ainda não está imunizado, apesar de ter 66 anos, faixa etária que já foi contemplada pelo calendário de vacinação.

Metropoles

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