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Brasil já é a 9ª pior economia do mundo

Brasil já é a mais nova economia miserável do mundo - Foto: Reprodução/Pixabay

No ranking de 62 países que mistura inflação e taxa de desemprego, o Brasil é a 9ª pior economia do mundo. O levantamento é da agência Bloomberg e a Sputnik Brasil ouviu dois economistas para analisar as perspectivas econômicas do Brasil.

A pior economia do mundo no ranking da Bloomberg é a Venezuela, envolta em caos político e social. O segundo lugar também é da América do Sul, com a Argentina. O ranking foi realizado com dados de 2018, mas previsão com os primeiros números de 2019 prevê que os dois primeiros colocados permanecerão em suas posições — e o Brasil irá saltar para a 8° posição.


Dados do IBGE mostram que o Brasil registrou, em dezembro de 2018, 12,2 milhões de desempregados, ou 12,4% da população economicamente ativa. Já a inflação em 2018 ficou em 3,75%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O economista e professor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) Istvan Kasznar acredita que o índice da Bloomberg é pobre por ser composto de dois indicadores. Ele ressalta que existem outros números que podem mostrar a miséria da população, como a concentração de renda.

Brasil já é a mais nova economia miserável do mundo – Foto: Reprodução/Pixabay

“No Brasil os 10% mais ricos, no ano 2017, detinham 44% da renda. Já os 10% mais pobres, apenas 1,4% da renda”, disse à Sputnik Brasil o professor da FGV.

Para melhorar a economia brasileira, que não registra alta no PIB superior a 3% desde 2011, Kasznar avalia que é necessário resgatar a parcela da população brasileira que vive na pobreza e na miséria.

“Temos que criar um país que insere o brasileiro que está atuando loucamente, lutando muito como microempresário.”

Segundo o IBGE, existem 54,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. A estimativa considera pobre quem tem renda inferior a US$ 5,5 por dia, cerca de R$ 650 por mês.

Levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), também do IBGE, mostra que o 1% mais rico da população nacional recebe, em média, R$ 27.085 por mês.

A economista e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Maria Beatriz de Albuquerque David também têm críticas ao ranking da Bloomberg e diz que apesar das dificuldades, o Brasil tem reservas consideráveis e a inflação sob controle.

Ela indica como problemas da economia brasileira a “péssima distribuição de renda e desemprego muito elevado”.

A professora da UERJ ressalta que a reforma da Previdência está sendo vendida como a “solução de tudo”, o que seria uma expectativa irreal. Para a mudança deste quadro, avalia David, é necessário uma melhora da economia nacional e do cenário internacional. Antes disso, avalia, o curto prazo deverá ser crescimento econômico pequeno e desemprego persistente.

Fonte: Brasil247

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