
Brasília – O governo brasileiro anunciou que vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida foi criticada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que classificou a tarifa como injusta e prejudicial não apenas ao Brasil, mas também ao consumidor norte-americano.
“Não tem sentido essa tarifa. Ela afeta produtores brasileiros, encarece produtos nos Estados Unidos e rompe com os princípios do livre comércio”, afirmou Alckmin.
Para enfrentar o impacto da medida, o governo federal prepara uma estratégia em três frentes de reação:
1. Ação formal na OMC, contestando a legalidade da tarifa sob as regras internacionais;
2. Diálogo com o setor privado brasileiro, para avaliar os impactos diretos e definir contramedidas conjuntas;
3. Aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada em abril, que permite suspender benefícios comerciais concedidos a países que prejudiquem os interesses do Brasil.
A escalada comercial reacende tensões entre os dois países e preocupa setores exportadores brasileiros, especialmente os ligados ao agronegócio e à indústria de base. A medida de Trump é vista como protecionista e, segundo analistas, pode comprometer o equilíbrio nas relações comerciais bilaterais.
A expectativa é de que o Brasil busque soluções diplomáticas, mas sem descartar o uso firme dos instrumentos legais disponíveis para defender seus interesses econômicos.




