Cade e Petrobras assinam acordo que prevê venda de 8 refinarias da estatal

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Daniel Silveira/G1

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobras assinaram nesta terça-feira (11) o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) proposto para encerrar uma investigação por suposto abuso econômico da estatal no mercado de refino de petróleo. A Petrobras tem até o fim de 2021 para fazer a venda das refinarias. Os termos do TCC foram aprovados pelo tribunal do Cade por maioria dos votos na sessão desta terça.

A proposta, apresentada pela Petrobras para encerrar a investigação, prevê a venda de oito das 13 refinarias da empresa.

As oito refinarias que constam no acordo são as mesmas cujas vendas o Conselho de Administração das Petrobras aprovou em abril. Essas refinarias totalizam capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia. São elas:

• Refinaria Abreu e Lima
• Unidade de Industrialização do Xisto
• Refinaria Landulpho Alves
• Refinaria Gabriel Passos
• Refinaria Presidente Getúlio Vargas
• Refinaria Alberto Pasqualini
• Refinaria Isaac Sabbá
• Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste

O acordo também prevê que algumas refinarias não poderão ser adquiridas por um mesmo comprador ou empresas:

• Refinaria Landulpho Alves e Refinaria Abreu e Lima;
• Refinaria Presidente Getúlio Vargas e Refinaria Alberto Pasqualini;
• Refinaria Gabriel Passos e Refinaria Landulpho Alves.

Mais cedo, durante audiência na Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, defendeu a venda de refinarias da empresa para ampliar a concorrência no mercado.

Na audiência, Castello Branco afirmou que o fato de a Petrobras deter 98% do mercado de refino no país cria situações “absurdas”, como a falta de gasolina de aviação porque a refinaria da empresa parou para manutenção.

“Isso é um absurdo, não pode acontecer, mas aconteceu porque, no fundo, tem uma empresa que detém esse monopólio. Monopólio é inaceitável em uma sociedade livre”, disse. “Esse problema não se verificaria se houvesse competição no Brasil. A Petrobras não seria o único fornecedor de gasolina de aviação, não ficaríamos na dependência de uma única refinaria e esse problema não aconteceria”, afirmou.

Fonte: G1

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