
O secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Cordeiro Antony, assinou o Primeiro Termo Aditivo ao Convênio nº 001/2026 com a Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam) para contratar apenas um técnico por R$ 132.193,74 até abril de 2027 — valor que garante um supersalarial de R$ 1.321.937,74 por um único profissional em dez meses.
O aditivo foi assinado em 5 de outubro de 2026 pelo diretor-presidente da Prodam, Renato Borges de Souza, e por Flávio Antony, com efeitos retroativos a 1º de julho de 2026.
A manobra elevou o repasse mensal da Casa Civil para R$ 113.298,70, fazendo o valor total do convênio saltar para R$1.321.937,74.
O gasto impressiona pelo momento: mesmo em um governo “tampão” que se encerra em menos de três meses, a gestão estadual compromete recursos expressivos para manter penduricalhos e contratos inflados até o próximo exercício financeiro.
As cifras salgadas sob a assinatura de Flávio Antony ganham contornos ainda mais graves quando resgatado o histórico do titular da Casa Civil.
O chefe da pasta foi citado pelo Ministério Público Eleitoral nas investigações sobre o esquema do “QG do Crime”, escândalo de uso da máquina pública e das forças de segurança montado em Parintins — município a 369 quilômetros de Manaus — durante as eleições de 2024.
Gestão com prazo de validade
O esquema buscou cooptar votos na Ilha Tupinambarana para favorecer o grupo político do ex-governador Wilson Lima, candidato derrotado ao Senado no pleito deste ano.
Mesmo sob o peso de apurações sobre interferência eleitoral e operando na reta final de uma gestão com prazo de validade contado até o início de 2027, a Casa Civil segue firmando aditivos generosos.
A liberação de R$ 18,8 mil mensais por um único técnico cedido da Prodam escancara a falta de zelo com os cofres públicos no apagar das luzes do governo estadual.





