Clínicas odontológicas têm aumento de 70% nas demandas

Foto: Divulgação

Devido à restrição no atendimento do serviço público, a população teve que procurar a rede privada de odontologia. A industriaria Maria Conceição da Silva, procurou uma Unidade de Saúde Básica (UBS), no bairro São José II, com fortes dores de dente. O dentista, seguindo a orientação da prefeitura de Manaus de não atender para evitar o contágio, limitou-se a prescrever remédio para a dor e recomendou que procurasse um Serviço de Pronto Atendimento (SPA). Mas Maria precisava de tratamento eletivo e teve de recorrer a uma clínica particular.

O caso de Maria não é o único. Ela integra um grande grupo de pessoas que foram obrigadas a recorrer à rede particular odontológica para resolver problemas ligados à saúde bucal neste período de pandemia.

A ausência do atendimento público fez com que crescesse o atendimento particular. A clínica do cirurgião-dentista, Mike Ezequias, que atendia, em média, de 10 a 12 pacientes por dia em cada um dos cinco consultórios registrou crescimento de mais de 60% na demanda por tratamento odontológico.

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O atendimento de urgência 24 horas também está movimentado. O fluxo de pacientes aumentou mais de 70% o que levou a clínica a estruturar um sistema de plantão de profissionais que são acionados tão logo um paciente entre em contato solicitando atendimento por meio dos telefones divulgados nas mídias sociais.

Seguindo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o proprietário reforçou os protocolos de segurança para garantir a saúde dos pacientes e dos funcionários. As consultas são agendadas de forma a evitar concentração na recepção, os ambientes são descontaminados após cada atendimento e o uso dos equipamentos Individuais de proteção (EPI) foram intensificados com a introdução de mais barreiras como o uso do protetor facial tanto pelo dentista quanto pelas atendentes do consultório.

O presidente do CRO-AM, Hugo Seffair, recomendou que neste momento de grande busca por profissionais as pessoas sejam cuidadosas e seletivas a quem vão entregar sua saúde bucal. O CRO-AM conta com mais de 9.500 profissionais inscritos entre cirurgiões, técnicos e auxiliares. No entanto, há no mercado amazonense muitas pessoas atuando como profissionais da área sem qualificação para tal. “As pessoas devem procurar o conselho para saber se o profissional é qualificado, gabaritado e registrado no Conselho Regional de Odontologia. Recebemos denúncias, queixas, reclamações pelo celular quase todos os dias. Quem tiver dúvidas deve ligar para o número 99618.8148 antes de se submeter a um tratamento. Uma simples dor de dente pode se tornar algo mais sério, até irremediável, dependendo da situação”, alertou.

 

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