Comitê se reúne com novo Secretário da RFB para discutir a situação da ZFM

Foto: Divulgação

O Comitê de Assuntos Tributários do Governo do Amazonas (CATE) reuniu na última semana, em Brasília, com o novo Secretário Especial da Receita Federal do Brasil, José Tostes Neto, para discutir a situação da Zona Franca de Manaus no âmbito da proposta de Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito ao Pis/Cofins.

O CATE foi representado na reunião pelo Secretário de Fazenda e presidente do CATE, Alex Del Giglio, pelo Coordenador do Comitê, Nivaldo Mendonça, e pelo Secretário Executivo da Receita da Sefaz, Dario Paim.

“O Secretário Tostes reafirmou que o Governo Federal pretende enviar sua proposta de Reforma Tributária em etapas, sendo a primeira, e mais imediata, apenas para transformar contribuições PIS/Cofins numa Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que seria um tributo do tipo IVA, no âmbito federal, portanto, não envolveria o ICMS (estadual) nem o ISS (municipal). Também não seria alterado, nesta primeira etapa, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que permaneceria no sistema tributário brasileiro enquanto não for enviada ao Congresso a segunda etapa, prevista para 2020”, relatou o Secretário Alex Del Giglio.

“A preocupação do CATE é que as atuais contribuições PIS/Cofins fazem parte da cesta de incentivos fiscais da ZFM, portanto, qualquer alteração no sistema, mesmo que circunscrita a essas contribuições, pode impactar na competividade do modelo”, afirmou Nivaldo Mendonça, coordenador do CATE.

“O CATE apresentou ao Secretário da RFB e sua equipe uma Nota Técnica com uma análise das mudanças propostas nas contribuições e possíveis soluções para que a ZFM mantenha, em caráter geral, suas vantagens competitivas no novo desenho tributário, com desoneração nas entradas e crédito presumido nas saídas da ZFM, uma vez que a nova CBS será simplificada e terá alíquota única nacional”, informou também o Coordenador.

Na oportunidade, o novo Secretário da Receita Federal assumiu o compromisso de manter diálogo permanente com o Governo do Estado, de forma a encontrar as alternativas necessárias para manter as vantagens comparativas da ZFM no novo sistema tributário que se desenha.

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