Como os problemas financeiros impactam a saúde mental?

Foto: Reprodução/Freepik

Acúmulo de dívidas e pendências financeiras podem resultar em estresse e ansiedade em níveis elevados

A pandemia causou um grande impacto na vida financeira dos brasileiros. Recente pesquisa “Domestic View”, realizada pela Kantar, aponta que 67% dos lares brasileiros estão endividados. Além disso, com os prazos apertados e as preocupações para quitar as dívidas e garantir uma estabilidade financeira que proporcione conforto e tranquilidade, os problemas com as contas afetam diretamente a saúde mental das pessoas, gerando estresse e ansiedade em níveis elevados.

Um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, mostrou que os entrevistados que avaliaram sua situação financeira como bastante ou completamente difícil tiveram uma queda de 27% no seu bem-estar. “O impacto das pressões financeiras no bem-estar dos indivíduos se torna muito maior – os participantes que expressaram dificuldade com suas finanças passaram por declínios significativos e consistentes no bem-estar durante a pandemia”, explicou Amy Andrada, uma das autoras do estudo, em comunicado à imprensa.

Dar início a um planejamento financeiro é um passo primordial para não deixar as preocupações com dinheiro invadirem por completo a saúde mental das pessoas, além de ser uma forma de não se prejudicar ainda mais com dívidas futuras. Por isso, a educação financeira deve fazer parte do dia a dia não só dos brasileiros, mas de todo o mundo.

A boa notícia é que atualmente ficou mais fácil ter acesso a informações e estudos sobre o tema. Por exemplo, ao buscar por notícias sobre finanças na The Compass ou outros veículos que trazem informações sobre o mercado financeiro, é possível seguir dicas que contribuem para ter uma boa organização do quanto se recebe e quais são os gastos fixos mensais. Com esse tipo de informação em mente, ter um controle das finanças se torna uma tarefa comum no dia a dia.

Além disso, para quitar as dívidas, é necessário também estabelecer metas do que será pago primeiro, por exemplo, e buscar renegociar os valores para se ver livre das pendências, que costumam ter juros altíssimos quando o devedor não corre atrás para tentar resolver a situação. Considerar um empréstimo pode ser uma alternativa para sanar as dívidas mais urgentes ou quando não há a possibilidade de renegociar as contas.

Contudo, com as dívidas quitadas ou renegociadas, é importante evitar gastos grandes e supérfluos, pois, sem esse controle financeiro, não dá para estabelecer um bom planejamento financeiro e zerar as pendências, transformando as dívidas sempre em uma bola de neve. Antes de efetuar qualquer compra, busque analisar a real importância no atual momento, por exemplo. Assim, poupa-se o dinheiro para suavizar as contas em aberto, além de dar margem para abrir uma reserva de emergência para eventuais problemas futuros.

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