Composição Amazonino/Arthur cria incertezas para partidos e candidatos

Foi dado o sinal de alerta com a composição Arthur/Amazonino - foto: A Crítica

A decisão da madrugada de terça feira (22), entre Amazonino Mendes e Arthur Neto, em se realinharem também nas eleições gerais para o governo do Amazonas, conforme citou uma fonte do PDT ao portal Correio da Amazônia, lança uma nova corrida em busca de acomodações de nomes nas composições existentes. Partidos e pré-candidatos, certamente, irão recuar das conversas e acordo tidos até então.

O Partido dos Trabalhadores (PT) é o primeiro deles. A direção nacional do partido deixou bem claro em um congresso recente, que onde estiverem o PSDB, o PPS e o DEM, o PT passa bem longe. Essa é uma resolução nacional, que a direção local vai cumprir à risca, informam os dirigentes da legenda no Amazonas.

Foi dado o sinal de alerta com a composição Arthur/Amazonino – foto: A Crítica

Para assessores do PMDB, o partido deve continuar na base de Amazonino Mendes, com o senador Eduardo Braga ficando com o primeiro voto ao Senado e Alfredo Nascimento (PR) com o segundo. Como os outros, a assessoria do partido no Amazonas disse que ainda irá avaliar o processo.

De toda forma, está configurada em nível nacional a aliança MDB e PSDB e a ordem é fazer palanque para os presidenciáveis Geraldo Alckmin/Henrique Meirellis ou, vice versa. O próprio senador Eduardo Braga já teria anunciado esse palanque. No caso de Amazonino, interessa somente os dividendos, o dinheiro que viria para a sua campanha e para cumprir o acordo que ele fez com os prefeitos. Mas essa é outra história.

Mudança de clima

A composição Amazonino/Arthur ficou ruim mesmo foi para o senador Omar Aziz (PSD). O clima mudou para pior para o senador. Omar ficou sem a máquina da prefeitura e não chegou a tempo de negociar uma posição confortável para sedimentar a sua candidatura ao Governo do Estado.

Os Deputados Federais Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara (PRB) que estavam discutindo no grupo político do Senador estão prestes a fechar com Amazonino em busca de estrutura para campanha, pois, esses são acostumados fazerem campanha usando a “máquina” administrativa a seu favor.

Omar pode até manter uma candidatura solo, lançando nomes novos para dar a ideia de novo na sua chapa. Entre eles o radialista e apresentador de TV Wilson Lima e a sua mulher Nejmi Aziz, mas aí, tem o pré-candidato ao senado Carlos Alberto Almeida Filho (PRTB), que tem o apoio de Amazonino, que puxaria Wilson Lima para o mesmo grupo.

Uma reconciliação entre Omar e David Almeida, certamente não iria vingar. De acordo com assessores, desde que David Almeida foi rejeitado por Omar na candidatura para a eleição suplementar, de lá para cá não existe a mínima possibilidade de composição com o PSD do senador. “Omar faz parte do grupo do passado”, acrescenta.

“Na composição atual montada por David Almeida, não entra Omar Aziz, Eduardo Braga, Amazonino Mendes”. A composição de uma Frente de Oposição com a liderança de David poderá ser composta por 10 partido PSB, PT, PCdoB, PSOL, REDE, Podemos, Avante, Patriotas, Pros e PP.

PP de novo na berlinda

Mas, e a Rebecca Garcia (PP)? Essa é um resposta que todos os assessores entrevistados para essa nota não quiseram fazer um prognóstico. Rebecca andou distribuindo simpatia e dançando na berlinda em todos os grupos e composições políticas nos últimos meses. Ela esteve com Arthur Neto, Amazonino, e com David Almeida. É até provável que tenha conversado também com Omar Aziz.

Rebecca almejava ser candidata ao Senado, ao Governo e se tudo não correr bem, à Câmara Federal. Parece que é isso que vai sobrar pra ela, caso não se aninhe no PSB de David Almeida. Nesse grupo ela pode dividir a segunda vaga ao Senado com Francisco Praciano do PT, que também andou ‘arrastando a asa’ para o lado do PDT de Amazonino.

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