Conheça a montanha de 7 cores que atrai multidões de turistas

Montanha das 7 cores, em Pitumarca, no Peru - Foto: Martin Mejia/AP

Cerca de 100 km a sudeste de Cusco, no Peru, existe um arco-íris em forma de montanha.

É a Montanha das Sete Cores, também conhecida como Vinicunca ou Arco-íris, situada na Cordilheira do Vilcanota, 5,2 mil metros acima do nível do mar, no distrito de Pitumarca.

Suas encostas e cumes são decorados por franjas em tons intensos de fúcsia, turquesa, roxo e dourado.

Desde 2016, o espetáculo visual que a montanha proporciona vem atraindo visitantes, disse à BBC News a funcionária da secretaria de Turismo de Pitumarca, Haydee Pacheco.

Segundo a mídia local, o número de turistas subiu de algumas dezenas a cerca de 1 mil por dia – isso apesar do frio e da grande altitude.

Impulsionado pelas redes sociais, o crescimento na popularidade da Montanha das Sete Cores fez com que ela fosse incluída nos rankings internacionais de atrações turísticas.

Montanha das 7 cores, em Pitumarca, no Peru – Foto: Martin Mejia/AP

Em agosto de 2017, por exemplo, a Vinicunca apareceu na lista dos cem lugares que você deve conhecer antes de morrer, compilada pelo site Business Insider.

A explosão no turismo local é recente, mas a história da montanha e de suas lindas cores começou há milhões de anos.

Oxidação de minerais

As cores que decoram as encostas da montanha resultam de “uma história geológica complexa, com sedimentos marinhos, lacustres e fluviais”, de acordo com um relatório do Escritório de Paisagismo Cultural da Diretoria de Cultura de Cusco.

Esses sedimentos, transportados pela água que antes cobria todo o lugar, datam dos períodos Terciário e Quaternário, ou seja, de 65 milhões até 2 milhões de anos atrás.

Ao longo do tempo, os sedimentos foram formando camadas (com grãos de tamanhos diferentes) que hoje compõem as franjas coloridas.

Montanha das 7 cores, em Pitumarca, no Peru – Foto: Martin Mejia/AP

O movimento das placas tectônicas da área elevou esses sedimentos até que se transformassem no que hoje é a montanha.

Aos poucos, as diferentes camadas foram adquirindo suas cores chamativas. Elas resultam da oxidação dos diferentes minerais – em virtude da umidade da área – e também da erosão dos mesmos.

Foi o que explicou à BBC News o geólogo César Muñoz, membro da Sociedade Geológica do Peru (SGP).
Com base em um estudo do Escritório de Paisagismo Cultural e em suas próprias pesquisas, Muñoz explicou a composição de cada uma das camadas, de acordo com a cor:

– Rosa ou fúcsia: mescla de argila vermelha, lama e areia.
– Branco: arenito (areia de quartzo) e calcário.
– Roxo ou lavanda: marga (mistura de argila e carbonato de cálcio) e silicatos.
– Vermelho: argilitos e argilas.
– Verde: argilas ricas em minerais ferromagnesianos (mistura de ferro e magnésio) e óxido de cobre.
– Castanho amarelado, mostarda ou dourado: limonites, arenitos calcários ricos em minerais sulfurosos (combinados com enxofre).

Fabián Drenkhan, pesquisador do Instituto de Ciências da Natureza da Pontificia Universidade Católica do Peru, disse à BBC News que essas misturas também contêm óxidos de ferro, geralmente de cor avermelhada.

Fonte: G1

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