Construção Civil não aceita Eduardo Braga ‘como imposição’ ao governo do Amazonas

Vereador Sassá da Construção Civil - foto: recorte

O presidente do Sindicato da Construção Civil no Amazonas, Cícero Custódio – o Sassá, que também é vereador pelo PT em Manaus, diz que os trabalhadores dos canteiros de obra não aceitam provável imposição da direção nacional do PT-Brasil, em querer empurrar à força o senador Eduardo Braga (MDB) como candidato ao governo do Amazonas, sem discutir com as bases do partido no Estado.

“O Amazonas tem mais de 150 mil trabalhadores na Construção Civil e, nós temos a ideia de que o senador interessado no apoio do PT, tem um histórico contrário aos interesses das classes trabalhadoras no Estado”, adianta.

Eduardo Braga vem tentando obter o apoio do candidato Luiz Inácio Lula da Silva desde janeiro deste ano, mas tem esbarrado em forte resistência ao seu nome, principalmente, na ala sindical.

No início desta semana, os trabalhadores da Construção Civil receberam informação extraoficial, que o senador alagoano, Renan Calheiros (MDB), estaria impondo condições a Lula, para que Eduardo Braga fosse o candidato do PT no Amazonas. Em troca, ele apoiaria Lula em estados do Nordeste e daria palanque para ele no Amazonas, mas não acertou com os filiados, diretórios e nem com os sindicatos filiados à legenda no Estado.

Esse foi o estopim para o movimento sindical se incendiar. Os trabalhadores, segundo Sassá, tem um histórico de rejeição aos dois governos anteriores de Braga, quando foram altamente penalizado e agora se levantam contra a provável imposição da direção nacional do PT.

Outros manifestos

Tem vários manifestos de insatisfação no movimento sindical no Amazonas, mas o primeiro a se posicionar publicamente contra o nome ‘Eduardo Braga apoiado pelo PT’, foi o presidente da Construção Civil, Cícero Custódio.

Ele garante que é terminantemente contra e, que vai a palanque, vai às ruas, falar da sua insatisfação. “O presidente Lula não merece subir em um palanque junto com a antipatia e rejeição de mais de 65% do Eduardo Braga”, finaliza.

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