
A suposta ministra da economia de um hipotético governo de Flávio Bolsonaro (PL), Daniela Marques afirmou que pretende evitar que famílias fiquem “presas para sempre” ao programa Bolsa Família.
Link para saber local de votação – https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/autoatendimento-eleitoral#/
Em entrevista à rádio CBN Bahia, a economista Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha e provavelmente futura ministra de um hipotético governo de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que vai implementar uma regra de transição de dois anos no Bolsa Família.
Segundo a assessora, a intenção da proposta é evitar que os beneficiários fiquem “presas para sempre” ao programa Bolsa Família do Governo Federal. A medida prevê que o cidadão continue recebendo o benefício por até 24 meses após conseguir um emprego formal ou abrir o próprio negócio.
A promessa de campanha, proposto por Daniella, o beneficiário que ingressar no mercado de trabalho com carteira assinada ou abrir uma empresa manteria o recebimento integral do Bolsa Família por dois anos.
Outro ministério
A estratégia de saída do programa seria coordenada por um proposto Ministério da Prosperidade, focado na concessão de microcrédito (via Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste) e em cursos de qualificação profissional.
Diante da repercussão negativa da fala, a campanha do Flávio Bolsonaro jurou que pretenda extinguir ou reduzir o Bolsa Família. O candidato afirmou que os “cortes do tesouraço”, segundo ele, não vão valer mais.
Regras Vigentes do governo Lula
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e analistas responderam à declaração apontando que o desenho atual do Bolsa Família já possui mecanismos semelhantes de proteção e transição:
- Regra de Proteção Vigente: O programa atual já conta com uma regra atualizada, que permite a permanência de famílias que aumentam de renda por períodos que variam de 12 a 24 meses, recebendo 50% do valor do benefício.
- Dados de Empregabilidade: De acordo com estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV), beneficiários do Bolsa Família responderam por 85,18% do saldo líquido de empregos formais gerados no país entre janeiro de 2023 e julho de 2026, contestando a premissa de dependência permanente do programa.




